UMA JORNALISTA PATOENSE NO VATICANO





Mirticeli Dias de Medeiros é natural de Patos e trabalhou na Rádio Itatiunga local, TV Correio em 2007 onde era correspondente no interior do estado, agora trabalha para a TV Canção Nova na qual é repórter correspondente internacional da TVCN em Roma. Mirticeli destaca com muita emoção dois grandes eventos eclesiais que ela cobriu: O Conclave que elegeu o Papa Francisco no Vaticano e a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. Ela também aplica palestras sobre Imprensa e Vaticano por todo o Brasil. Esta entrevista foi concedida ao Jornalista Marcelo Negreiros depois um período de muitas viagens e reportagens da patoense mundo afora.

Marcelo Negreiros – Qual a importância do curso de jornalismo em sua vida?

Mirticeli Dias  - Sempre costumo dizer que fiz o curso por pura vocação e paixão. Se eu pudesse, sinceramente, o faria de novo. A experiência que faço é a seguinte: o jornalismo “me dá asas”, ao mesmo tempo, exige responsabilidade e disciplina. Além disso, posso dizer, que ele me fez mais altruísta: aquilo que escrevo, publico e divulgo é em prol da sociedade.

Marcelo Negreiros – O que levou você trocar a Paraíba pelo Sudeste do país?

Mirticeli Dias - Primeiramente, fui convidada a ser membro da Canção Nova, que além de ser uma instituição religiosa, mantém um grande sistema de comunicação católico. 

Marcelo Negreiros - Do ponto de vista profissional, como você vê a valorização do jornalista nestes dois lugares?

Mirticeli Dias -  Eu vivi uma experiência fantástica como jornalista credenciada junto ao Vaticano. Tive contato com os representantes de todas as grandes emissoras e agências internacionais como Reuters, Efe, entre outras. Os jornalistas lá fora se unem e colaboram entre si porque, de certa forma, o objetivo acaba sendo o mesmo independente das motivações: divulgar o que acontece no centro da fé católica. 

Marcelo Negreiros - Qual a sensação de trabalhar perto da maior autoridade da Igreja Católica?   

Mirticeli Dias - Eu tive a oportunidade de trabalhar mais a fundo durante o pontificado de Bento XVI. Cobri todos os eventos dos quais ele participou no Vaticano e em algumas cidades da Itália, além das missas presididas por ele em tempos fortes da vida da Igreja. Tive a felicidade, posso assim dizer, de também cobrir duas de suas viagens apostólicas mais importantes: Portugal e Terra Santa. Em 2009, estive com ele em seu escritório por alguns minutos, onde pude falar-lhe um pouco do trabalho que exerço. No último Conclave que elegeu o Papa Francisco, em março, também participei da cobertura e, para mim, foi uma experiência inesquecível.

Marcelo Negreiros - Trabalhar com o jornalismo especializado é melhor?

Mirticeli Dias -  Todo jornalista precisa concentrar-se em algo. O jornalista, por vezes, tem essa pinta de “sabe-tudo” e, de fato, acaba sabendo muito por causa de sua “curiosidade nata” e, ao mesmo tempo, não aprofundando-se em nada. No entanto, acredito que o povo merece uma informação de qualidade, a qual só poderá ser oferecida por aqueles que têm a coragem de ir para águas mais profundas e assumir o papel de formador de opinião. Mesmo em meio à avalanche de informações, o povo em geral merece colher algo sólido e crível, o qual o ajude a pensar.

Marcelo Negreiros - Quais os principais desafios que você sente na profissão hoje?

Mirticeli Dias -  Para mim o maior desafio é saber que o jornalismo especializado é “um caminho sem volta”. Quanto mais você estuda, mais você precisa estudar. 

Marcelo Negreiros - Voltaria um dia a trabalhar como repórter de TV no interior da Paraíba?

Mirticeli Dias - Quais são as propostas? (Brincadeira). Para a Paraíba voltarei apenas para visitar a família, por enquanto. 

Marcelo Negreiros – Quais seus planos profissionais para o futuro?


Mirticeli Dias -  Pretendo voltar para Roma – meu retorno ao Brasil aconteceu devido a problemas saúde – e lá, pretendo continuar aventurando-me, pesquisando sobre o Catolicismo.

Por Marcelo Negreiros