Criação usa a maquinaria celular para produzir partículas próprias da doença e desenvolver imunidade

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Pesquisadores da Universidade Waterloo, no Canadá, trabalham em uma vacina experimental um tanto diferente contra o novo coronavírus: ela modifica o DNA, obrigando-o a produzir partículas do vírus, para que, em seguida, o indivíduo crie resistência.

A ideia é inserir material genético no corpo de um paciente para que sua maquinaria celular produza pequenas partículas semelhantes ao vírus. "O conceito de uma vacina baseada em DNA é que a carga genética deve ser entregue às células primeiro. Com isso, é possível gerar as proteínas de interesse", disse Roderick Slavcev, especialista em produtos farmacêuticos e um dos principais envolvidos na criação do projeto.

Reprodução
Novo coronavírus atacando célula humana


O que Slavcev e sua equipe tentam descobrir agora é como projetar essas partículas que se assemelham ao vírus para que sejam quase idênticas ao novo coronavírus – porém, em versão inofensiva. Se a criação for bem-sucedida, o sistema imunológico do paciente pode entrar em ação e criar resistência à versão verdadeira do vírus.

Diferença entre a vacina experimental e a tradicional

A principal diferença entre esse tipo de vacina baseada em DNA e a tradicional, é que ela depende das células do corpo para criar o vírus simulado, em vez de apenas expô-las a uma versão inerte do vírus real.

Assim como citado, o projeto é apenas experimental. Não há previsão de como e nem quando a vacina possa estar disponível para o público - e nem se algum dia estará. Provavelmente, será um processo demorado, já que, por se tratar de uma maneira relativamente nova de combater doenças, serão necessários testes mais amplos e complexos para atestar sua eficácia. E você, teria coragem de ser cobaia em testes de vacinas experimentais?


Com informações de Futurism