A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tomada na sexta-feira, 17, comprovou, de forma inequívoca, que os sindicatos de trabalhadores no Brasil são inúteis.

Germano Oliveira

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Já foram fortes e até elegeram um presidente da República, mas atualmente não servem para mais nada. Nem para sustentar o partido criado a partir da sua força, o PT, que morreu junto com o sindicalismo.

Tanto que o STF aprovou, por 7 a 3, que os acordos para a redução de jornada e salários não precisam passar pelo crivo dos sindicatos, como queria o ministro Ricardo Lewandowksi, amiguinho de Lula.




Venceu a tese de que os trabalhadores podem negociar os cortes salariais diretamente com os patrões.

Os sindicatos, sem as benesses do imposto obrigatório, que enchiam os caixas milionários das entidades, são como Sansão: ficaram sem força quando perderam os cabelos, aqui representados pelo dinheiro dos trabalhadores. Os sindicalistas não se conformam por terem perdido as mamatas. Muitos enriqueceram.

Sobre o autor

Germano Oliveira é diretor de redação da revista ISTOÉ