Manifestantes circularam em veículos nas Regiões Centro-Sul e Central da capital mineira

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Manifestantes a favor de Jair Bolsonaro (sem partido) saíram às ruas na tarde deste domingo, em Belo Horizonte, para apoiar o presidente da República. O movimento, que rodou pelas regiões Oeste, Centro-Sul e Central da cidade, atacou o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), além de não poupar críticas ao ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e ao prefeito da capital mineira, Alexandre Kalil (PSD). O ato pedia ainda intervenção militar. Os manifestantes hostilizaram os jornalistas que faziam a cobertura da manifestação.






Na concentração, em frente ao 4o. Pelotão do Exército Brasileiro em BH, no Bairro Gutierrez, as reportagens do Estado de Minas e de O Tempo foram cercadas por manifestantes. A imprensa foi alvo de xingamentos e acusações por cerca de 20 integrantes, que pediam a saída dos jornalistas do local. A Polícia Militar estava presente e interferiu na situação.

No ato, os participantes levavam cartazes com dizeres como "fora, Maia, comunista", em referência ao presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com ataques ao Senado Federal e ao STF. Além disso, gritavam "fecha o Congresso", "Moro traidor" e "sou Bolsonaro" e cantavam o Hino Nacional e orações cristãs.

Centro do debate político nos últimos dias, Moro foi um dos alvos da carreata “bolsonarista" por ter pedido demissão do Ministério da Justiça e da Segurança Pública na última sexta-feira. O ex-juiz acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal.

Sergio Moro, antes idolatrado pela ala governista e agora tido como "traidor", era considerado um dos pilares do Governo Federal. Bolsonaro deve escolher Jorge Oliveira, então ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, como novo ministro da Justiça.

O artista plástico Júlio Hubner, de 49 anos, esteve no ato e falou sobre a manifestação. "Ninguém esperava a saída de Moro nesse momento. O movimento queria enfraquecer o presidente e estamos aqui para fortalecê-lo", disse ao Estado de Minas.

Já as críticas a Kalil referem-se à forma como o prefeito encara a crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Os manifestantes pedem o fim do chamado isolamento social horizontal e a retomada das atividades comerciais, o que ainda não tem data para acontecer. "Deixa BH trabalhar", dizia um cartaz.

BH está desde 17 de março com o comércio limitado a serviços essenciais, únicos que funcionam integralmente. No trajeto feito pela carreata, os manifestantes passaram em frente à sede da prefeitura, quando o “buzinaço” foi intensificado, seguido de gritos contra o prefeito.

A maior parte dos manifestantes vestia camisas da Seleção Brasileira de futebol e desfilava com a bandeira do Brasil amarrada nos carros, com as cores verde e amarelo em evidência. Grande parte também estava com máscaras de proteção, equipamento obrigatório em BH em meio à pandemia.

O movimento também foi rechaçado por outras pessoas. Alguns pedestres debatiam com os manifestantes, enquanto moradores batiam panelas das janelas de prédios.

No início da noite, os manifestantes promovem novo "buzinaço" próximo à residência de Kalil, na Praça Marília de Dirceu, no Bairro Lourdes. A Polícia Militar contabiliza que cerca de 200 carros fizeram parte do ato.

Com informações do estado de Minas