Em webinar da consultoria Arko, vice-presidente criticou pronunciamento do ex-ministro: "só uma carta de demissão já traria problemas para o governo"

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O vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou criticou nesta segunda-feira, 27, a forma com que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro pediu demissão na última sexta-feira, 25.

“Dentro da minha cultura, a forma como Moro saiu não é a mais apropriada. Ele poderia ter solicitado sua demissão e só isso já seria um problema para o governo”, disse.

Ele fez referência ao fato do ex-juiz ter feito um pronunciamento de mais de 40 minutos para anunciar sua demissão em que disparou uma série de acusações contra o presidente Jair Bolsonaro sobre tentativas de interferência política na Polícia Federal.

Para o vice-presidente, Moro faz parte de um “papel da mitologia nacional temporária que se vive no Brasil” e, por isso, sua saída seria reverberada por si só. “Mas, vida que segue”, acrescentou.



Mourão participa agora de um webinar promovido pela consultoria Arko que vai abordar a agenda do governo Bolsonaro durante e depois da pandemia da covid-19, o ambiente político e as relações exteriores.

Questionado sobre as tratativas do presidente em se aproximar do Centrão, apesar de todos os pronunciamentos anti-establishment e críticas à “velha política”, o vice-presidente avaliou que a atitude tem sido necessária.

“O final do ano passado e a situação do coronavírus obrigaram uma atitude mais ‘cerrada’ junto aos partidos políticos para que ele construa uma base e lhe dê certa estabilidade para aprovar aquilo que nós julgamos necessário”.

Crise econômica da covid-19

O vice-presidente levantou a preocupação do governo com a recessão econômica e desemprego a longo prazo após a crise do novo coronavírus.

Segundo ele, é importante que o Estado incentive a retomada por meio obras públicas, como está proposto no programa Pró-Brasil desenvolvido pela Casa Civil e com pouca participação da equipe de Paulo Guedes, do Ministério da Economia, que teme a alta descontrolada dos gastos públicos.

É preciso, contudo, respeitar os limites de sustentabilidade financeira dos cofres públicos. “Precisamos nos manter dentro do limite das nossas capacidades se não terminaremos pior que o governo Dilma”, afirma.

om informações de Exame