O prefeito interino de Patos, Ivanes Lacerda, concedeu entrevista na manhã desta segunda-feira (13) para esclarecer sobre o posicionamento a ser tomado mediante a nota emitida pelo Ministério Público Federal (MPF) que adverte e responsabiliza gestores com relação à reabertura parcial e/ou total do comércio nos municípios durante a quarentena.

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O chefe do executivo patoense falou que irá levar a proposta da reabertura parcial do comércio do município para apresentar ao MPF. Na proposta, está prevista a abertura de meio expediente e com todos os funcionários de estabelecimentos com uso de EPI's, assim como clientes também deverão adentrar o estabelecimento com uso de máscara. E, para o cumprimento, a prefeitura fará uma fiscalização intensiva.

"Em decorrência dessa nota técnica lançada pelo órgão em defesa do cidadão, nós iremos levar a nossa proposta, que foi um consenso com os representantes do comércio na cidade. Depois dessa conversa com o MPF é que voltaremos a tomar uma decisão," esclareceu o prefeito.

Ivanes destacou ainda que vê como possível a reabertura parcial do comércio patoense caso haja a conscientização da população com relação à aglomerações e o uso de máscaras.



"Se a população se conscientizar do uso da máscara, da ida sozinho ao supermercado, seria viável. É impressionante como é grande a recusa do uso da máscara. Então, havendo essa conscientização, não havendo aglomerações nós estabelecimentos, eu acredito que já poderemos sim flexibilizar essa reabertura," disse o gestor.

O prefeito finalizou externando a preocupação com os prejuízos à economia local devido ao fechamento dos estabelecimentos há quase 30 dias.

"Nós já estamos com o comércio fechado há 30 dias, quantos dias serão necessários para que estejamos seguros? O próprio Ministério da Saúde ainda não disse o período, então precisamos de uma posição. Mas, achamos que já é um tempo razoável esse período de 30 dias, pois a quarentena se estabeleceu em 14 dias e já estamos com nossa economia parada a praticamente 30 dias, e mais 30 dias a nossa economia não vai aguentar," relatou preocupado.


Com informações da Coordecom