A pandemia de Covid-19 começou em dezembro de 2019 em Wuhan, China, se espalhando imediatamente por diversos países, feito um míssil de longo alcance e hipersônico.

Junte-se a isso, descaso, irresponsabilidades e políticas partidárias. A própria Organização Mundial de Saúde – OMS- foi negligente quando, sabendo previamente dos casos de contaminação na China, não alarmou o resto do mundo, parecendo, até, coisa combinada.


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No Brasil, a irresponsabilidade foi maior ainda, quando ignoraram os últimos acontecimentos vindos da Ásia e Europa, em relação ao  Carnaval, que rende milhões de dólares, mas há a proliferação de doenças, principalmente as virais. Ninguém teve coragem de cancelar um movimento pró pandemia e aí nasceu os a "favor” e os "contra” o vírus, que se instalou na população, criando um verdadeiro pandemônio.

Como resultado, medidas severas contra um vírus desconhecido e devastador, do ponto de vista da saúde mental.

Essa doença está matando muito mais pelo fato da solidão, do que pelo próprio vírus. Vemos um aproveitamento político da situação, coisa comum nos sem escrúpulos da política partidária do país, a ponto de virar artigo de negociação para enterrar caixões vazios, no intuito de chamar a atenção da população e acusar o Ministério da Saúde de inoperante.
O pior da doença é o isolamento físico. O social pode ser preenchido por mensagens de redes sociais ou telefonemas, mas a distância é deprimente. Várias pessoas que contraíram a doença, alegam esse afastamento como a mais letal   da referida enfermidade.




Tive contato com muitos amigos e amigas, que relataram a questão da solidão, aliada à discriminação. Quando estamos doentes, passamos por uma fragilidade que é fortalecida pela presença dos amigos e familiares e, nesse momento, nos falta esse " amparo"
Já pensou o que é um membro da família precisando do seu carinho e afeto e você ter que ficar distante pra preservar sua saúde? Ou um animalzinho de estimação, que sente sua falta e sem entender tem que se deparar com essa separação? Eu morreria por causa da solidão, como um ser humano que sou!

Como espécies, humanos são seres sociais e, em boa medida, sociáveis. Recorremos aos afetos para aliviar as tensões e dividir angústias. Definidos pela nossa rede de relacionamentos, afastados, ficamos fracos e opacos. A imposição do afastamento físico é, por isso, um martírio frente a tantas incertezas. A grande pergunta agora é: como lidar com uma situação física e mentalmente extenuante?

Uma amiga, que contraiu a Covid-19, fez aniversário exatamente no período de sua recuperação e familiares e amigos tiveram que realizar uma festinha do lado de fora do apartamento, e ela olhando da janela tudo acontecer, sem poder receber o abraço de ninguém. Será que não é pior que a enfermidade?
Deus tenha piedade de nós e que nosso convívio social volte o mais rápido possível. Isso é o que eu desejo e, acredito, que todos desejamos!

Por Marcelo Negreiros -