Nuvem de poeira atinge Cuba

Alguns especialistas chamam a intensa massa de ar muito seco com poeira do deserto africano de ''nuvem de poeira Godzilla''

A nuvem de poeira do deserto do Saara que atravessou o Oceano Atlântico e atingiu Cuba começou agora a afetar até a qualidade do ar na Flórida, nos Estados Unidos. Alguns especialistas chamam a intensa massa de ar muito seco com poeira do deserto africano de "nuvem de poeira Godzilla".

É um fenômeno que ocorre anualmente, mas parece ter se intensificado em 2020. Impulsionado por ventos fortes, o pó do Saara viaja através do Oceano Atlântico do oeste da África durante a primavera no hemisfério norte.

Nesta ocasião, a massa de ar seca e poeirenta percorreu 8 mil km até o Caribe e começou a encobrir, desde o domingo (21/6), San Juan, capital de Porto Rico, que parecia envolta em uma camada de neblina. Agora, um sistema de alta pressão empurra o pó saariano até a costa do Golfo da Flórida.


Em Miami, a qualidade do ar na quarta era considerada "moderada", de acordo com o escritório de gestão de recursos ambientais e a secretaria de Saúde da cidade. As autoridades pedem que pessoas com problemas respiratórios permaneçam em casa

A previsão é de que a qualidade do ar em Cuba também piore nesta quinta-feira (25/6), e a nuvem deve continuar sobre a ilha até sexta-feira. Em Havana, o fenômeno causa uma deterioração considerável na qualidade do ar, segundo relatou o cientista Eugenio Mojena.

Ele explica que as nuvens de poeira são carregadas com material altamente prejudicial à saúde humana como "ferro, cálcio, fósforo, silício e mercúrio", além de "vírus, bactérias, fungos, ácaros patogênicos, estafilococos e poluentes orgânicos".

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