Quem deixou a Globo em 2020

A emissora carioca faz uma onda de demissões em massa por conta da pandemia do coronavírus, substituindo contratos fixos por novo modelo

A Globo promoveu uma onda de demissões e substituição de contratos fixos por acordos por obra/serviço em meio à crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus. Grandes nomes como Miguel Falabella, Vera Fischer e Zeca Camargo anunciaram o desligamento da emissora, enquanto outros, como Angélica, foram desvinculados do quadro de funcionários fixos.

Primeiro da lista de nomes antigos da emissora, Stênio Garcia foi demitido da Globo após 47 anos de serviços prestados. O eterno Bino, do seriado Carga Pesada, não conseguiu um novo trabalho e teve o contrato fixo cancelado pela Globo.

O escritor Aguinaldo Silva também foi desligado da emissora. A justificativa oficial era de que o novelista, que ganhava um salário especulado em torno de R$ 3 milhões, não teria projetos na Globo nos próximos meses.

Conhecido pelo personagem Cartolouco, o jornalista Lucas Strabko também anunciou sua demissão da emissora. O repórter e apresentador se envolveu em polêmicas durante a passagem pela Globo e gravou um vídeo de despedida. “Essa empresa aqui me mandou embora”, afirmou na gravação. No entanto, o que parecia um vídeo de protesto se transforma num texto de vários agradecimentos.


Já Zeca Camargo, que estava na emissora há 24 anos, foi desligado da Globo no último dia 27. Em seu perfil no Instagram, Zeca falou sobre a situação e agradeceu pelo tempo em que esteve no ar pela emissora. “Vou abrir com as palavras que fecham este vídeo que posto agora: por todo esse aprendizado, só tenho gratidão. Tudo que tenho para dizer – e agradecer – sobre esse novo ciclo está aí”, escreveu na legenda.

A atriz Vera Fischer, uma das grandes estrelas das novelas nas décadas de 1980 e 1990, foi dispensada pela emissora após 43 anos de serviço. Em nota, a Globo confirmou o fim do vínculo com a atriz, mas deixou claro que ela pode voltar a trabalhar em projetos pontuais do canal. O mesmo aconteceu com Malvino Salvador, que também deixou o canal em janeiro deste ano, e está na lista de nomes que assinaram o contrato por obra, deixando de fazer parte do elenco fixo.

Outro anúncio que pegou todos de surpresa foi a demissão do ator Miguel Falabella – na casa desde 1981. Ele foi responsável por séries como Pé Na Cova, Toma Lá, Dá Cá, e novelas como A Lua Me Disse. Foi apresentador do Vídeo Show entre 1987 a 2000, além de ter dado vida ao inesquecível Caco Anthibes, em Sai de Baixo.

Pedidos de demissão

Uma das saídas mais polêmicas foi a de Regina Duarte: ela deixou a emissora após mais de 50 anos de casa para assumir o cargo de Secretaria Especial de Cultura. Em maio, porém, ela foi dispensada por Jair Bolsonaro (sem partido) e está sem nova ocupação no governo.

Enquanto isso, Bruno Gagliasso, um dos galãs da Globo, deixou a emissora no fim do ano passado. Segundo o ator, a rescisão foi de comum acordo com a emissora. O artista informou que, agora, ele trabalha para a plataforma de streaming Netflix.

Bruna Marquezine integrava o elenco da Globo desde criança e, no fim de 2019, rompeu contrato com a emissora carioca. Em entrevista à revista Quem, a atriz comentou que o momento pedia mudanças no rumo da carreira. Seu nome é cotado para uma série da Netflix.

Contratos por obra

Os 20 anos de Angélica na emissora não serviram para garantir seu contrato fixo. Desde março, a loira trabalha por obra. A apresentadora, inclusive, estava prestes a estrear seu novo programa, Simples Assim, na emissora carioca, mas o projeto foi adiado por conta do coronavírus.

Com informações de Metrópoles