Patos registra temperatura abaixo dos 20Cº

A madrugada desta terça-feira em Patos, registrou mais uma vez, uma temperatura abaixo de 20Cº, segundo dados da Estação Meteorológica Automática do INMET, no Bairro do Jatobá, a menor chegou a 19.6Cº                     

Para muitos lugares é uma coisa natural, mas na cidade de Patos, pleno Sertão paraibano é algo fora do comum. E isso traz consequências positivas para alguns mas, muito prejudicial para outros.

Com o frio  chegando,  nosso corpo, habituado aos meses de calor até aqui, deve sentir o baque da mudança de temperatura reagindo de várias formas: os pelos arrepiam, os lábios ressecam, infecções respiratórias se tornam mais comuns. 


Cardiologistas explicam que o frio, principalmente quando súbito, impõe ao organismo um estresse físico, submetendo-o à necessidade de mais energia. Uma das respostas a isso é um discreto aumento na pressão arterial e do ritmo do coração, além da vasoconstrição periférica (vasos sanguíneos ficam mais estreitados, como forma de proteção à perda de caloria).                         

Maior incidência de infecções respiratórias também estão ligadas à chegada do frio. Conforme a médica Luisa Betânea Mendes, isso ocorre porque há uma tendência de as pessoas ficarem mais confinadas. Portanto, a especialista indica que ambientes sejam mantidos arejados, e as pessoas evitem espaços muito cheios, principalmente neste momento de pandemia.

— O ideal seria manter o ambiente arejado sem que tivesse corrente de vento, além de fazer vacinas indicadas, como a da gripe. Grande parte das doenças respiratórias se transmite em uma área de contato de um metro e meio — explica Dra. Betânea, salientando que gripe e resfriado são problemas muito comuns no inverno. 

Outras reações corriqueiras são rachaduras nos lábios e ressecamento da pele das mãos – para isso, recomenda-se a hidratação com cremes. É importante frisar que nem todas as pessoas encaram o frio da mesma forma: a vivência acaba adaptando nosso corpo, não quer dizer que alguns têm "genética mais potente" do que outros.     

Por Marcelo Negreiros com introduções de Gaúcha ZH