Através da sua conta no Twitter, o prefeito eleito e afastado do mandato do município de Patos, Dinaldinho Wanderley, publicou sua revolta por seu afastamento.

Dinaldinho ainda alega a desorganização que ficou a cidade e a quantidade de perdas de verbas federais que ele tinha conquistado.           

“Hoje completa dois anos, 730 dias, de afastamento do mandato popular, conseguido com honestidade e respeito a todos, sem nunca ter sido ouvido ou processo ter tido prosseguimento” Escreveu  em um dos trechos.

É de se estranhar que até agora, os órgãos que provocaram esse desrespeito ao eleitor, não tenha sequer ouvido o acusado. Pior ainda, em um dos julgamentos, os desembargadores do Tribunal de Justiça, o condenaram por antecipação. Um deles, chegou a acusa-lo de "um cidadão perigoso" e que neste período de pandemia, seria um desastre entregar a administração da cidade ao prefeito eleito pelo povo e acrescentou que a culpa não era deles por ter afastado do mandato. Pelo que sei, qualquer pessoa é inocente até que se prove o contrário. Seria até normal se tal atitude partisse de um leigo, mas de um magistrado, é inadmissível.


Outro dia, entrevistando um jurista, perguntei o porque da demora e o entrevistado me falou, “porque a corte não tem pessoal suficiente para se debruçar sobre o processo”. O qual falei, então porque afastar um gestor por tanto tempo, sem o devido prosseguimento do processo? Quem devolverá esses dois anos do mandado escolhido pala maioria dos eleitores patoenses? 

Parece até que interessa a alguém, que o prefeito não volte mais.

Isso me faze lembrar o tempo em que a eleição de Tancredo Neves para a presidência da república, tinha uma frase: “ele se elege, mas não assume” ficou o mistério no ar.      

Da mesma forma ouvi, assim que Dinaldinho assumiu: “Ele não termina o mandato” O que será que existe por trás disso tudo?

Em outros trecho, Dinaldinho escreveu, “Desacreditaram a cidade, em nome de buscar destruir um homem e sua família para que em momento eleitoral pudessem aparecer como “salvadores”.

Conhecendo a família de Dinaldinho como conheço, não poderiam ter cometido maior injustiça com um cidadão, como fizeram com ele e com o seu pai, o saudoso, Dinaldo Wanderley. 

Quem será o mentor de tão terrível atitude? Que a justiça, que o condenou com o afastamento, tenha a resposta verdadeira





 


Da redação