Parte dos R$ 2 milhões levados em espécie a Vital do Rêgo Filho em 2014 teria tido a lanchonete ‘Rei da Coxinhas’, na divisa entre Paraíba e Pernambuco, como point de entrega da propina. É o que revela o despacho da Força Tarefa da Lava Jato de Curitiba (veja abaixo).

A quantia foi coordenada pelo empresário João Lyra, a pedido de Léo Pinheiro, empreiteiro da OAS. Vitalzinho era senador da República naquele ano e candidato ao governo da Paraíba.

Os outros repasses aconteceram no Restaurante Tio Armênio, no Shopping Center Recife, no Recife, e no aeroclube de João Pessoa.

O hoje ministro do Tribunal de Contas da União é alvo das investigações da 73ª fase da Lava Jato por ter supostamente recebido vantagens ilícitas de empreiteiras enquanto presidia a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras. Ele teve bens bloqueados pela Justiça Federal no Paraná.

A Polícia Federal, em cooperação com o Ministério Público Federal, deflagrou, na manhã de hoje (25/9), a 73ª Fase da Operação Lava Jato, denominada OMBRO A OMBRO. A presente fase tem por objeto a apuração de supostos delitos de corrupção passiva e lavagem de capitais.

Cerca de 60 policiais federais cumprem 15 mandados de busca e apreensão em 4 cidades (Brasília/DF, João Pessoa/PB, Cabedelo/PB e Campina Grande/PB).

Durante as investigações da Operação Lava Jato, foi identificada uma organização criminosa formada por executivos de grandes empreiteiras, que, por meio da formação de cartel e pagamento sistemático de propina a Diretores da PETROBRÁS, fraudava o caráter competitivo de licitações realizadas pela estatal.

Nesta fase, conforme foi apurado, um investigado teria solicitado e recebido pelo menos R$ 4 milhões, a fim de “blindar”  executivos de grandes empreiteiras, envolvidas no esquema de corrupção que vitimou a PETROBRÁS.

Com base em declarações prestadas por executivos de uma dessas empreiteiras em acordos de colaboração premiada, as vantagens indevidas destinadas ao investigado teriam sido pagas pela empreiteira por meio de doação a um partido político e repasses a empresas sediadas na Paraíba.

Os pagamentos feitos pela empreiteira a tais empresas foram justificados em contratos fictícios ou superfaturados, e os valores respectivos seriam sacados pelos representantes das empresas e entregues em espécie a intermediários do investigado.

Comunicação Social da Polícia Federal em Curitiba/PR    Com informações de Maurílio Júnior no Maispb