O ministro anunciou, nesta sexta, que vai deixar o STF antes do esperado, em 13 de outubro. Ele completa 75 anos em novembro

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), respondeu nesta sexta-feira (25/9) aos boatos de que teria antecipado a data da aposentadoria por suposta invalidez. Ele negou os rumores e disse que a antecipação foi “simples e voluntária”.

“Não, não foi por invalidez!!! Foi uma simples e voluntária aposentadoria, eis que possuo pouco mais de 52 anos de serviço público”, diz a nota.


O magistrado deixaria o cargo em novembro, mas anunciou, mais cedo, que a cadeira na Corte ficará vaga antes do prazo, no dia 13 de outubro. Com 31 anos no Supremo, em novembro Celso de Mello completa 75 anos e, pela regra, é obrigado a deixar a Suprema Corte.

A aposentadoria do mais antigo integrante do Supremo é rodeada de expectativa, porque ele é o relator do inquérito que investiga se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir indevidamente nas atividades da Polícia Federal.

O ministro estava de licença médica desde o dia 19 de agosto, mas voltou às atividades nesta sexta-feira (25/9).

Tempos difíceis
Ao confirmar a aposentadoria antecipada, Celso de Mello afirmou que o STF “continuará a enfrentar (e a superar), com absoluta independência, os grandes desafios com que esta nação tem sido confrontada ao longo de seu itinerário histórico”.

“Tenho absoluta convicção de que os magistrados que integram a Suprema Corte do Brasil, por mais procelosos e difíceis que sejam (ou que possam vir a ser) os tempos (e os ventos) que virão, estão, todos eles, à altura das melhores tradições históricas do STF”, diz trecho da nota do ministro.

Para o magistrado, “sem que haja juízes íntegros e independentes, jamais haverá cidadãos livres”.

Com informações de Metrópoles