Esta semana, dez dos 14 prefeitáveis de João Pessoa tomaram parte no segundo debate da atual campanha, dessa vez nos estúdios da TV Master.

Novamente ocorreram ´caneladas´. Veja a seguir alguns trechos, destacados na coluna Aparte.

Cícero Lucena (PP): “A Operação Calvário tem dono, que felizmente não veio participar deste debate, por motivos óbvios. Se tem alguém aqui que nunca apoiou o responsável pela Calvário, esse alguém sou eu. O único que tem autoridade para falar sou eu”.

Wallber Virgolino (Patriota): “O senhor (Cícero) foge da pergunta, quando se trata de corrupção, como o diabo foge da cruz (…) O senhor é a velha política, a política do conchavo”.

Cícero: “Lamento que o senhor (Wallber), como delegado, não tenha o mínimo do conhecimento da legislação quando se faz uma acusação. Quantos processos são feitos e as pessoas são depois inocentadas. Eu tenho uma certidão de inocência dada pela Justiça. Se tem autoridade aqui que não cometeu crime, essa autoridade sou eu”.

Cícero: “As nossas crianças estão perdendo o ano letivo. E o que é pior: falar em futuro, quando você está formando analfabetos digitais. Estão preparando um conjunto de jovens sem esperança, sem acreditar que a educação é um vetor de desenvolvimento, de oportunidade, de qualificação de mão-de-obra.

Edilma Freire (PV): “Eu fui professora (da rede municipal de ensino) na época que o senhor (Cícero) era prefeito, e nem papel tinha nas nossas unidades. Na sua gestão as creches eram no improviso, em casas alugadas. Qualquer casinha com dois quartos, uma sala e uma cozinha era uma creche na época deste cidadão (…) Você não fez um concurso nos seus oito anos de gestão”.


Cícero: “As nossas creches eram ninhos de amor. Não, uma gaiola bonita com merenda ruim. Nós temos responsabilidade”.

João Almeida (SD): “Tem candidato aqui (sobre Nilvan Ferreira) que diz que está preparado para governador João Pessoa porque andou 12 anos pela cidade. Então vamos colocar um carteiro como candidato”.

Wallber: “O senhor (Nilvan) fala em transparência, em combater a corrupção; fala em melhorar o controle interno da prefeitura. Mas nós sabemos que o senhor responde a um processo por estelionato, falsificação e sonegação fiscal.

“Esse processo se encontra em segredo de justiça. Como é que o senhor quer mudar a realidade de João Pessoa e critica Ricardo Coutinho por ausência de transparência, respondendo um processo grave?”

Nilvan (MDB): “Eu fico muito à vontade para responder, porque já me perguntaram. Toda a cidade de João Pessoa sabe esse processo que o senhor faz referência. Isso foi uma bruta armação pelas minhas posições em relação às denúncias de corrupção.

“E enquanto eu fazia essa denúncias contra Ricardo (Coutinho), você estava no secretariado dele. E eu estava livre e independente, para denunciar o que depois se transformou no maior escândalo de corrupção deste Estado.

Ainda Nilvan: “O que eu passei foi planejado nos gabinetes do Palácio da Redenção, enquanto você (Wallber) era secretário. E isso aconteceu com muita gente, com vários empresários. Todos foram vítimas da opressão, como eu fui, e muitos se suicidaram, porque não aguentaram a destruição de seus negócios. Mas estou vivo, forte e atento”.

Wallber: “Você se esquece que está tratando desse tema com um delegado de polícia, que conhece processo criminal. Sou professor universitário na cadeira de processo penal. Eu conheço o seu processo. Uma das peritas mais bem conceituadas do Brasil atestou no seu laudo a falsificação, atestou o crime. Aqui não se trata de perseguição. O seu caso aconteceu em 2016 ou 2017, quando eu não era secretário. Você é réu! Quem engana o cliente, o consumidor, engana o eleitor. Nilvan, conta outra! Você é falso!”

Nilvan: “Eu fico muito triste, porque Wallber leva o debate para o esgoto. Não estou aqui para esse debate, mas para debater os temas de João Pessoa. João Pessoa não quer um prefeito bang-bang, não quer bravata. Você é mais do que ninguém nesse debate”.

Ruy Carneiro (PSDB): “Nosso distanciamento hoje é fruto de ele (Cícero) estar hoje junto com a Operação Calvário e o governador João Azevedo; junto de um esquema que eu não participo”.

Anísio Maia (PT): “As empresas de ônibus mandam na cidade e mandam na gestão pública (…) Nós defendemos que deve ter uma modificação no sistema, para que a população possa fiscalizar e também participar da gestão. Não há questionamento ao preço da passagem nem ao percurso da linha”.

Cícero: “Ruy Carneiro fica insistindo com a Operação Calvário. E ele sabe muito bem que, se tem alguém que não contribuiu para entregar o governo do Estado ao dono da Calvário (Ricardo), esse alguém sou eu”.

Carlos Monteiro (Rede): “Nós queremos trazer João Pessoa para fora das páginas policiais (…) Vamos livrar a cidade das oligarquias familiares”.

*com informações da coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza

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