Foto: Sérgio Lima


Por Marcos Nogueira

Foi isso, com essas palavras, unicamente isso, que o super deus Marco Aurélio, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou uma entrevista na CNN. E tudo porque a repórter fez ver que um seu ex-assessor fazia parte do escritório que pediu a soltura de André do Rap, um dos principais membros do PCC e que tem nas suas costas um punhado de anos de cadeia para cumprir. 

Esse André  Oliveira( André do Rap) é considerado um dos maiores narcotraficantes do pais, responsável pela cocaína que circula em quase todo o continente, com milhares de mortes nas costas e dono de um império que se estende à Europa e outros continentes, na sua nefasta missão.

Simplesmente isso, desligou o telefone!

E agora? A Corte dos Privilegiados tomará alguma medida contra o afilhado de Fernando Collor de Mello? Mas lógico que não! Ela seria tão tola de assumir a mea-culpa, já que é passiva e ativa em expedientes iguais ou semelhantes? "Nem morto!" Diria o comprador de pão, lá na esquina. " Eles não seriam loucos!", alardaria o motorista de uma limousine de um desses deuses do Olimpo, se não tão Zeus, mas um Adonis; Poseidon; Hera, e Héstia. O motorista, sem nenhuma relação com os mafiosos ( digo, ministros), formado em engenharia civil e ex professor de curso secundário, mas,  de passagem, com um excelente emprego no STF, com direto a diárias e a lagosta. Ele é alto, olhos verdes e possui corpo atlético. Agrada a ministro e jovem concubina. Tudo explicado.


E agora? Se cala a imprensa ou Fux ( seria o Adonis?) procuraria acalmar a colméia assanhada? Eu não pediria ajuda aos universitários, nem as cartas e nem aos convidados. Optaria por parar. Diria mais: "Quero parar, quero parar. Não insista Silvio!" 

É que essa Corte dos super malandros sabe bem que os rabos estão entrelaçados, e o acender do fogo faz a chama se alastrar por toda a parte. São siameses.

O presidente da República não está nem aí, que ele não é besta! Prefere assistir Roma arder em chama, alheio ao que diga a opinião pública. Ao que digo! Tudo como dantes, no quartel de Abrantes!

Enquanto isso, nos quarteis, ansiosos, os comandantes aguardam a ordem para mandar um cabo e um soldado, até aquela luxuosa sala. Mas iria ser necessário um camburão!