Foto: Agência Senado

Na parte final do debate promovido pela TV Correio, no sábado à noite, com os prefeitáveis de João Pessoa, Cícero Lucena (PP) se reportou aos recentes apoios conquistados pelo seu concorrente Nilvan Freire (MDB).

“Eu não serei tutelado por ninguém, eu tenho autonomia (…) Eu não serei manipulado por grupos políticos, como, por exemplo, o MDB de José Maranhão; o PSDB de Cássio Cunha Lima e Romero Rodrigues (Romero é do PSD), que não sei porque, de repente, desceram de Campina Grande para dar apoio ao candidato”, verbalizou Lucena.

Nilvan glosou o mote: “Eu fiquei espantado o senhor falar mal de Cássio, porque Ronaldo Cunha Lima, o pai de Cássio, o senhor chamava de meu mestre até um dia desses. Quando o senhor não tinha nenhuma experiência administrativa, ele lhe colocou como vice-governador. E foi por isso que o senhor foi governador e recebe uma pensão até hoje.

Ainda Nilvan: “Como o senhor é ingrato com as pessoas que, até pouco tempo, o senhor falava (sobre Ronaldo) que era um pai. E Maranhão? Um dia desses o senhor estava na casa dele pedindo para eu ser o seu vice. E agora o senhor joga Maranhão na lata do esquecimento, falando mal dele”.

No domingo, Cássio resolveu fazer a sua primeira participação pública nas eleições municipais e majoritárias deste ano.


Leia o texto publicado.

“´Ingratidão é o mais pobre dos estados de espírito!´ Este ano não participei das eleições municipais. Mesmo assim, Cícero Lucena resolveu me atacar para atender aos interesses políticos do grupo que hoje integra.

“Me atacou em sua propaganda, me atacou durante o debate. Cícero era um construtor quando foi vice-governador do meu pai, Ronaldo Cunha Lima. Foi Ministro de Fernando Henrique Cardoso com o nosso apoio. Foi duas vezes prefeito de João Pessoa, igualmente com o nosso apoio.

“Após deixar a Prefeitura, foi secretário de Planejamento no meu governo. Na eleição seguinte foi eleito senador ao meu lado. Hoje me ataca, mesmo eu estando distante disso tudo. Vivo um novo momento da minha vida e trabalho, como sempre fiz, de forma digna e honrada. A política nunca foi, nem nunca será, um negócio para mim”.

Ainda Cássio: “Cícero optou por se juntar com a gangue da Calvário. Infelizmente, tem pessoas assim: quando se livram de uma acusação, se juntam a outros crimes. Lamento por isso.

De consciência leve e tranquila, sigo minha vida em paz”.

*Com informações da coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza