Foto: Eduardo Vessoni

Era uma vez, lá, no Nordeste…
Tudo começou quando, na infância, José Antônio Barreto teve uma visão em que uma senhora lhe pedia para construir sete igrejas, em locais diferentes.

Desde que aquela imagem apareceu para ele, em 1941, foram outras 12 aparições até que, já adulto, Barreto, por fim, encontraria o endereço certo para a construção da sua igreja/castelo.



Zé dos Montes já foi chamado de doido, mas hoje ele é um artista.” - Joseildo Gomes de Oliveira-filho
Atualmente, o autor da obra tem 85 anos e se tornou uma espécie de atração turística do município de Sítio Novo, onde fica o Castelo Zé dos Montes, como é conhecido o local, a 100 km de Natal.

“É uma construção manual e intuitiva, sobre uma rocha”, explica o filho Joseildo Gomes de Oliveira, administrador do local e para quem até “a parte financeira da cidade melhorou com o castelo”.

Mas nem sempre foi assim.

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Castelo Zé dos Montes, no Nordeste
Toda vez que chegava um forasteiro querendo visitar a construção, Zé dos Montes dizia: “Vamos fazer o seguinte? Eu não vou cobrar a entrada, mas você promete que não volta mais aqui?

“Isso não foi feito para ser visitado”, dizia, antes da fama desse castelo de estilo arquitetônico indefinido, mas com claras influências árabes e europeias.

Não concluída, a obra de contornos surrealistas pode ser visitada apenas nos finais de semana, cujos ambientes sem móveis podem ser explorados pelo visitante, como salões rochosos e altares em pedra.

Porém o destaque é o curioso labirinto feito de terra que representa a Via Crucis.

Por Viagem em Pauta