O CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, disse no sábado (26.dez.2020) ao jornal britânico Sunday Times (para assinantes) que a vacina da empresa, que é produzida em parceria com a Universidade de Oxford, terá eficácia equivalente à das produzidas pela Moderna e Pfizer. Essas asseguram proteção de cerca de 95%, enquanto a da AstraZeneca variou de 62% a 90%.

Por um erro de metodologia nos testes da vacina de Oxford, a eficácia foi mais baixa em um dos grupos e mais alta em outro. Este 2º recebeu apenas meia dose, em vez da dose completa.

A eficácia ficou em 90% quando os participantes receberam meia dose da vacina e, 1 mês depois, uma dose completa. Quando foram aplicadas duas doses completas, também com 1 mês de diferença entre elas, a eficácia caiu para 62%.


“Cremos que encontramos a fórmula vencedora e descobrimos como atingir uma eficácia que, a partir de duas doses, será alta como as outras”, declarou o CEO, sem citar qual dosagem será utilizada.

O Reino Unido pretende colocar em uso, a partir de 4 de janeiro, a vacina desenvolvida pela empresa de Soriot. A vacina de Oxford deve ser aprovada pela MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde) em dias.

O Reino Unido já realiza a vacinação de grupos prioritários contra a covid-19 usando o imunizante produzido pela Pfizer.

O Poder360 compilou os dados para que o leitor tenha acesso aos documentos e comunicados dos estudos divulgados até agora:

  • Sputnik V – 91,4%;
  • Sinopharm-Pequim – 86%;
  • Moderna – 94,5%;
  • Pfizer-BioNTech – 95%;
  • Oxford-AstraZeneca – até 90%.

Já é possível dizer que a vacina contra a covid-19 é o imunizante desenvolvido em menor tempo em toda a história. Antes, o recorde era do imunizante produzido para evitar a caxumba –demorou 4 anos e parou de ser usado nos anos 1970, porque a imunidade tinha curta duração.


De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), há 61 vacinas sendo testadas em humanos no mundo e 172 em fases pré-clínicas, ou seja, sendo testadas em animais.


A vacina da AstraZeneca/Oxford é a principal aposta do governo brasileiro, que já comprou 100 milhões de doses por R$ 1,9 bilhão. Os recursos foram liberados por meio de uma medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, que foi aprovada no começo do mês pelo Senado. No Brasil, a substância será produzida pela Fiocruz.


Com informações de Poder360