Foto: André Borges/EFE




Trata-se do primeiro medicamento a encaminhar uma solicitação do tipo à agência reguladora 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu nesta sexta-feira, 8, o pedido de uso emergencial, em caráter experimental da vacina CoronaVac. O pedido foi enviado pelo Instituto Butantan, que no Brasil conduz os estudos da vacina desenvolvida pela empresa Sinovac Life Science.

A Anvisa disse, em nota, que “já iniciou a triagem dos documentos presentes na solicitação e da proposta de uso emergencial que o laboratório pretende fazer”. O prazo estimado para o parecer positivo ou negativo é de dez dias.

A agência diz que utilizará essas primeiras 24 horas para fazer uma triagem do material entregue e verificar se não há documentos faltantes. Caso o dossiê não esteja nos conformes, a Anvisa diz que poderá pausar o prazo para solicitar mais informações.


Na quinta-feira, 7, o Instituto Butantan divulgou que a vacina teve 78% de eficácia em casos leves e 100% de proteção em adoecimento moderados e graves. Dados complementares que explicam como o cálculo de eficácia foi feito, contudo, ainda não foram apresentados publicamente. Dúvidas em relação a esse número foram responsáveis pelo adiamento do pedido ontem, conforme VEJA adiantou.

O Butantan já tem 10,8 milhões de doses da vacina em suas dependências. O plano do governo de São Paulo é iniciar a vacinação, em regime regional, no próximo dia 25 de janeiro. Ainda não está claro, no entanto, se o contrato de venda assinado pelo Ministério da Saúde muda esses planos.

Reportagem de Mariana Rosário para Veja