Foto: Edmar Barros/Futura Press

À beira de um colapso na saúde, o estado do Amazonas vai transferir pacientes de covid-19 a outros estados, além de decretar toque de recolher a partir das 19h até as 6h. As medidas foram anunciadas hoje pelo governador Wilson Lima (PSC) e têm como objetivo conter a disseminação do coronavírus no estado.

O primeiro a receber pacientes do Amazonas será Goiás, com dois hospitais: o HUGO (Hospital Estadual de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro Cruz) e o HGG (Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi). Depois, será a vez de Piauí, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.


A data e a ordem dessas transferências ainda não foram divulgadas pelo governo amazonense.

Segundo o secretário de Atenção Especializada em Saúde do Ministério da Saúde, coronel Franco Duarte, os pacientes transferidos têm estado clínico considerado moderado. Eles ainda dependem de oxigênio, mas podem ser aerotransportados com "toda segurança".

"O paciente do Amazonas que subir na aeronave terá toda a segurança e assistência, com cobertura de assistentes psicossociais, para que não haja falha nenhuma. Todos [os profissionais] voltados para o paciente, para que ele chegue no destino com toda segurança e acolhimento que nosso doente tem que ter", explicou o secretário durante coletiva.

Franco Duarte ainda afirmou que a escolha pelos destinos foi feita com base em estudos, feitos "madrugada adentro", de maneira a prestar assistência aos pacientes do Amazonas sem sobrecarregar o sistema de saúde de outros estados. A decisão, segundo ele, teve critérios "clínicos e objetivos".

A bordo do avião, ainda de acordo com o secretário, estarão duas equipes formadas por médicos e enfermeiros, com 20 profissionais. A escolta dos pacientes será feita pelo Ministério da Defesa, e o retorno ao Amazonas deve ser feito em aeronaves da Gol.

Já era esperado esse acontecimento à partir do momento em que o STF tirou o poder de controle do Ministério da Saúde para passar  para os estados e municípios.

Um momento delicado de uma pandemia, exige uma coordenação central que possa dirigir e atuar com técnica, logística e ciência, o que não aconteceu e acabou sendo levado pela política. Agora acontece o pior com nossos irmãos do Norte, que poderiam ter sido poupados.

O governador do Amazonas bem que poderia ter apelado para o MS muito antes dos acontecimentos e ter tomado os cuidados precoces. Infelizmente, muitos estão morrendo por irresponsabilidade e incompetência.

Parece até uma coisa premeditada, no intuito de denegrir a imagem do país e a Amazônia no resto do mundo.

blogdonegreiros1.com com informações de UOL