O criminoso era foragido da Operação Exílio, deflagrada pela PF em junho de 2020. Ele é um dos líderes da facção no Paraguai

A tentativa de resgate de um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), no Paraguai, contou com intenso tiroteio e sequestro de um policial. Conhecido como “Bonitão” e “Coringa”, o brasileiro Giovanni Barbosa da Silva, 29 anos, é considerado um dos líderes da facção no país vizinho.


Ele foi preso em uma operação conjunta entre as polícias do Brasil e do Paraguai. O criminoso era foragido da Operação Exílio, deflagrada pela Polícia Federal em junho de 2020.

Silva coordenava o tráfico de drogas e de armas de fogo, a partir da fronteira. A prisão foi efetuada em Pedro Juan Caballero, no sábado (9/1). A captura foi possível graças a intensa cooperação entre PF, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Civil e Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Polícia Nacional do Paraguai e Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai.

Após a prisão, Silva ficou detido na sede de Investigação de Delitos, no país vizinho. Na madrugada de domingo (10/1), outros integrantes do facção fizeram um plano ousado de resgate. Houve intenso tiroteio no local, e um oficial paraguaio foi feito refém.

No entanto, as autoridades internacionais conseguiram frustrar a ação, além de prender dois suspeitos e apreender fuzis, carregadores e coletes balísticos.

Transferência

Devido ao grande risco de fuga e elevado grau de periculosidade do criminoso, Giovanni Barbosa da Silva foi entregue à PF ainda no domingo, na fronteira entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Ciudad del Este, no Paraguai.


Segundo nota divulgada pela PF, a tentativa de resgate gerou “uma série de disparos de arma de fogo e assombrou a cidade”.

“Dada a periculosidade e instabilidade social gerada pelo preso, as autoridades paraguaias solicitaram apoio à Polícia Federal para realizar a expulsão do líder da organização criminosa. Por intermédio do Comando Tripartite, uma escolta especializada foi destacada para recebê-lo na fronteira, em Foz do Iguaçu. O extraditado tem dois mandados de prisão no Brasil, ambos por processos relativos ao tráfico de drogas e de armas”, informa comunicado enviado pela PF.

Reportagem de Mirelle Pinheiro para Metrópoles