(Rafael Henrique/SOPA Images/Getty Images)

Nesta quarta-feira, 3, a Anvisa retirou a exigência de testes de fase 3 no Brasil para pedir uso emergencial. A medida beneficia a vacina russa e a indiana

O Ministério da Saúde disse que nesta sexta-feira, 5, vai se encontrar com os fabricantes da vacina russa Sputnik e da vacina indiana Covaxin para a compra de 30 milhões de doses. O anúncio foi feito pouco minutos após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirar a exigência de realizar testes de fase 3 no Brasil como requisito para solicitar o uso emergencial de uma vacina contra a covid-19.


A medida da Anvisa beneficiou principalmente a vacina russa Sputnik V, que tem parceria com o laboratório brasileiro União Química para trazer o imunizante ao país, e a vacina Covaxin, da indiana Bharat, que quer vender lotes ao mercado privado brasileiro. De acordo com o Ministério da saúde, a expectativa é ter acesso a essas vacinas ainda em fevereiro.

“A farmacêutica russa, que instalou uma linha de produção no Distrito Federal, adiantou à pasta que se houver acordo, entre fevereiro e março poderá entregar um total de 10 milhões de sua vacina, que serão importadas da Rússia. E que a partir de abril passará a produzir mensalmente IFA e 8 milhões de doses no Brasil”, diz a nota do Ministério da Saúde enviada à imprensa.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, está em negociação a compra de outras 8 milhões de doses da Covaxin, que poderão ser entregues em fevereiro pela companhia da Índia. A empresa disse, ao governo federal, ter condições de entregar mais 12 milhões de doses em março.

Vacinas

Segundo o Plano Nacional de Imunizações, o governo federal já garantiu 272 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 por meio de três acordos, com a AstraZeneca, Covax Facility e Instituto Butantan. Há ainda negociações com outros laboratórios:

 -   Fiocruz/AstraZeneca: 100,4 milhões de doses até julho de  2020 e mais 30       milhões de doses por mês no segundo semestre;
 -   Covax Facility: 42,5 milhões de doses;
 -   Instituto Butantan/Sinovac: 100 milhões de doses;
 -   Pfizer: 70 milhões de doses ainda em negociação;
-  Farmacêuticas Bharat Biotech, Moderna, Gamaleya e  Janssen ainda em       negociação.

Por Gilson Garret Jr. para Exame