Lidando com as dificuldades da infraestrutura, os profissionais de saúde têm que, muitas vezes, driblar a falta de recursos ou problemas de infraestrutura. O caso de um piloto que decolou na escuridão, com a pista iluminada apenas por uma ambulância da prefeitura, é exemplo disso.

A reportagem sobre o tema foi publicada pela Rede Amazônica, afiliada da Globo no Acre. Segundo a matéria, um voo precisaria decolar de Tarauacá, no interior do Acre, para Cruzeiro do Sul, na última quinta-feira (11), levando a bordo uma paciente de Covid-19 em estado grave. No entanto, o aeroporto não possui balizamento noturno e uma coordenação entre o piloto e o motorista da ambulância permitiu o voo de emergência.


O motorista de ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) era Jairo de Souza. Quando o veículo chegou ao aeroporto, o avião já estava pronto para decolar, mas já anoitecia e todos sabiam que haveria um desafio ali. Com a inevitável escuridão tomaria conta do aeroporto em questão de minutos, o piloto do avião pediu para que Souza posicionasse seu carro no final da pista, para que ele tivesse uma ideia de onde poderia decolar.

Depois de posicionar o veículo, Souza saiu dele e ficou ao lado da pista, de onde fez imagens da aeronave, um turboélice não identificado, decolando:


À reportagem do G1, Souza contou que é raro esse tipo de ocorrência e que se lembra de apenas outra vez ter acontecido o mesmo. Ele conta que as operações no aeroporto são diurnas e que, quando veem um avião se aproximando, é comum o povo ir para o aeroporto para ver se é alguém precisando de ajuda.

Segundo as informações do AISWeb, o aeroporto de Tarauacá (SBTK) possui uma pista de 1130 metros asfaltada, mas não tem operações noturnas.

Ao G1, o diretor-presidente do Deracre, Petrônio Antunes, disse que “os aeródromos de Tarauacá, Feijó, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, sendo que esses dois últimos foram interditados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em dezembro de 2020, estão em manutenção e adequações para conseguir a homologação de voos noturnos. Uma das exigências para liberar voos noturnos nessas regiões, foi a instalação de uma cerca para evitar entrada de animais e pessoas não autorizadas nas pistas de pousos”.

Reportagem de Carlos Ferreira para Aeroin