Foto: Arquivo Pessoal

Um casal de idosos morreu de covid-19 no mesmo dia, no domingo (28). João Cipriano de Araújo, de 95 anos, e Joana Elisia de Araújo, de 86, morreram com um intervalo de sete horas. Os idosos, que residiam na cidade de São João do Sabugi, no Rio Grande de Norte, estavam casados havia 63 anos e haviam tomado a primeira dose da vacinação contra a doença do coronavírus.

Segundo uma neta do casal, os dois foram vacinados no dia 11 de fevereiro. Oito dias depois, começaram a passar mal. A família resolveu fazer o teste da covid-19, que deu positivo para ambos


No entanto o casal não chegou a ser internado. "Eles foram vacinados, mas poucos dias depois começaram a sentir os sintomas. O resultado positivo só saiu no dia 24. E eles morreram quatro dias depois. Foi muito rápido", contou Jorgânia Medeiros, neta deles.

Ainda segundo a neta, dona Joana Elisia morreu às 4h. Às 11h30, foi a vez do adeus a seu João Cipriano. O casal foi enterrado sem velório.

"A dor de perder alguém que amamos para a morte é a mais terrível e nada há que a consiga atenuar. Agradecemos a todos pelas palavras de conforto", disse.
Vacina

Os idosos receberam a primeira dose da CoronaVac, imunizante desenvolvido por uma parceria entre o laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan.

Os testes feitos no processo de concepção da vacina apontaram uma eficácia geral de 50,38%. Isso significa que as pessoas imunizadas com a CoronaVac têm 50% de chance de não contrair a doença caso venham a ter contato com o vírus.

Mesmo com essa eficácia, a comunidade médica alerta que é preciso tomar as duas doses da vacina e respeitar a chamada "janela imunológica", que é o período que o organismo leva para produzir os anticorpos do imunizante.

No caso da CoronaVac, esse período é de aproximadamente duas semanas após a segunda dose, de acordo com o Instituto Butantan.