O PCC (Primeiro Comando da Capital) planejou um atentado com carro-bomba para explodir a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em 2002, inspirado no atentado às Torres Gêmeas de 11 de setembro de 2001, em Nova York (EUA). As informações são do colunista Josmar Jozino, do UOL.

Segundo a reportagem, um carro foi montado com 30 kg de dinamite a mando de um integrante da facção especialista em explosivos, em um ato terrorista em protesto pela remoção dos líderes do PCC para o recém-inaugurado CRP (Centro de Readaptação Penitenciária) em Presidente Bernardes, no interior de São Paulo.


César Augusto Roriz Silva, conhecido como Cesinha, era um dos líderes da facção criminosa na época e, ainda segundo Jozino, fontes policiais disseram que ele assumiu ter escolhido o edifício da Bolsa porque considerava o local um símbolo do capitalismo no Brasil e do sistema econômico responsável pela riqueza de poucos e pela pobreza de milhões, e também por conta da localização do prédio, no centro da capital paulista.

De acordo com a reportagem, as polícias, o Ministério Público e o Poder Judiciário tinham informações sobre o plano terrorista, mas não sabiam quando seria feito o ataque, e faltava uma semana para o segundo turno das eleições presidenciais de 2002.

O plano foi descoberto após um pedido do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) para a realização de interceptações telefônicas envolvendo suspeitos pelo planejamento do atentado. Segundo a matéria, o PCC também ameaçava explodir estações de metrô no horário de pico, como a do Jabaquara, na Linha 1-Azul.

No dia 21 de outubro, o Deic recebeu um telefonema anônimo informando a localização onde o veículo Gol com os explosivos havia sido abandonado, no acostamento do Km 91 da rodovia Anhanguera, em Campinas, no interior de São Paulo.

Com informações Isto É