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Mesmo após um ano do início da pandemia do novo coronavírus, o protocolo precoce de tratamento indicado pelo Ministério da Saúde ainda causa polêmica, pois há quem defenda e quem não.

Desde que foi determinado pelo MS, a Prefeitura de Campina Grande tem utilizado o protocolo e, segundo o diretor do Hospital Pedro I, referência no atendimento a pacientes vítimas da Covid-19, o médico Tito Lívio, o coquetel de medicamento tem surtido efeito, especialmente no primeiro período da doença. O intuito é frear a replicação viral e se usado em outra fase mais avançada, não deve surtir o mesmo efeito.

Durante entrevista à uma emissora de Rádio de Campina Grande, o médico disse que a Secretaria de Saúde tem respeitado os pacientes que não são a favor de tomar a medicação, assim como alguns médicos que não tem receitado. Porém, para os que preferem tomar, é entregue assim que o paciente sai do consultório do Pedro I ou no atendimento das UBSs.


Lívio admite que para testar a eficácia de um protocolo de medicação é necessário haver mais tempo e ser em uma escala maior, porém afirmou que, diante da vivência de uma pandemia, não há tempo hábil para tal. Ele destacou que os pacientes que tomam a ivermectina, associada  à azitromicina e à hidroxicloroquina tem tido bons resultados.

“É preciso que haja diversos estudos para ser posto em prática um protocolo de medicação, mas estamos em uma pandemia e não há tempo hábil para fazermos estudos, mas a vivência clínica tem mostrado bons resultados. Quanto mais cedo tratamos, mais cedo o paciente sai”, disse.

O médico ressaltou que Campina Grande tem tido destaque no enfrentamento à pandemia, por conta do protocolo precoce e por causa do planejamento no número de leitos.

– Em nenhum momento fechamos sequer um leito e também não diminuímos a capacidade técnica do hospital, pelo contrário, aumentamos. É um conjunto de fatores que tem trazido bons resultados para o município. Respeitamos a opinião de quem é contrário ao protocolo, mas estes são medicamentos usados há 20 anos e nunca tinham causado tanto espanto quanto agora na pandemia”, opinou.

Com informações de Paraibaonline