De forma geral, o bocejo está ligado ao sono, mas também pode se manifestar em situações de cansaço, estresse e ansiedade

Embora os efeitos fisiológicos do fenômeno ainda sejam um mistério para a ciência, não há dúvida de que bocejar é, sim, contagioso; mas qual é a explicação para isso?

Por Lívia Zanolini

Bocejar é uma ação fisiológica involuntária, que envolve vários músculos do corpo, e que se caracteriza pela abertura considerável da boca, com a inspiração de grande quantidade de ar. 

É um comportamento natural não só dos humanos, como também de parte dos animais. 

De forma geral, está ligado ao sono, mas também pode se manifestar em situações de cansaço, estresse e ansiedade. 

Há diversas teorias para explicar os efeitos biológicos do bocejo. 

A mais aceita diz que o movimento tem a função de auxiliar na regulação da temperatura corporal. 

Existe, também, a que diz que o bocejo serve para manter o indivíduo acordado, outra que defende que o objetivo é elevar o nível de oxigênio no organismo e, ainda, a teoria que afirma que não passa de um comportamento herdado de comunicações primitivas, sem nenhuma utilidade fisiológica. Seja qual for a finalidade, os cientistas concordam em um aspecto: ele é, sim, contagioso! Mas por que isso acontece?


Entre as explicações mais plausíveis, está a que relaciona o fenômeno aos chamados neurônios-espelho, que são células do sistema nervoso ligadas à percepção, socialização e ao aprendizado por observação. 

Essas estruturas foram descobertas por pesquisadores italianos, na década de 90, após observarem o comportamento de macacos. 

Os estudos mostraram que, só de ver outros animais fazendo alguns movimentos, atividades cerebrais desses macacos eram acionadas como se também estivessem reproduzindo as mesmas ações. 

Mesmo sem executá-las. Esta seria, então, uma das principais razões para o bocejo ser tão contagiante. 

Quando alguém vê o outro bocejando, uma área do cérebro ligada a esses neurônios-espelho é ativada e, como se trata de uma ação involuntária, o observador tende a bocejar também. 

Mas, lembrando, trata-se de uma teoria, ainda que bastante aceita. Ainda há muito o que desvendar sobre esse fenômeno que, apesar de tão primitivo, ainda é cheio de mistérios. Tá Explicado?


Com informações de Jovem Pan