Depois de passar pela covid-19,  pude tirar algumas conclusões em relação a essa pandemia.

Relato sem comprometimento com laboratórios ou partidos políticos. Me baseio no que vi e convivi.

A princípio, não é uma gripezinha, como foi divulgada no início da pandemia, mas ela passa por uma questão socioeconômica em que os menos favorecidos acabam pagando uma conta maior. Não significa dizer que os mais ricos tenham a imortalidade, mas a condição de ser tratado em um hospital com melhores condições de atendimento.



Como bem falou a secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, no programa Direto ao Ponto, com o jornalista Augusto Nunes, na Jovem Pam:

”O país tem muitos cursos de medicina com qualificações precárias, o que acaba influenciando na qualidade do atendimento, principalmente os acometidos de covid-19.”

Claro que o mundo todo passou a conviver com um vírus que tem diversas nuances, mas, ao longo do período, foram testados diversos protocolos que acabaram sendo politizados, o que  levou muita gente inocentemente à morte.

Se fossem respeitados os direitos dos médicos estaríamos em outra situação. Mas, levados por um público cada vez mais a favor do vírus, estamos nessa situação.

Os hospitais lotados, muitos sem o menor preparo para lidar com a situação e o resultado são perdas irreparáveis que poderiam ser evitadas.

A nova variante da doença é muito agressiva, mas já existem muitos avanços em relação ao tratamento; resta a sorte para onde o paciente é regulado. Se cai em um hospital qualificado ou não. Digo isso no caso de usuários do SUS. Porque, como falei no início, as condições econômicas favorecem aos que podem ir para um hospital especializado.

Quando tive o resultado positivo para covid-19 meu filho, que é médico, me mandou buscar imediatamente em Patos para ser tratado em João pessoa; foi minha sorte, aliada a um milagre.

Sempre tomei os cuidados necessários para evitar ser contaminado, mas o grande problema do coronavírus é exatamente o retardo dos sintomas; você só percebe quando está contaminado.

Suspeito que adquiri a doença em um dos terminais de uma casa bancária de Patos, quando precisei fazer uma retirada e ao usar a biometria não imunizei as mãos, após sair da agência.

No dia 2 de abril comecei a sentir o olho coçar e passou a ficar vermelho;  uma conjuntivite. Meu filho, doutor Ygor Marcelo, ainda se encontrava em Patos e viajou para João Pessoa no sábado de manhã.

Liguei para minha cunhada, doutorara Betânea, relatando o problema. Ela falou com um oftalmologista amigo dela e ele passou um colírio; mas,  mesmo assim, a vermelhidão continuava.

No domingo meu filho pediu para que fizesse um teste ds covid-19 na segunda-feira, logo cedo. Não deu outra. Positivado para covid.

Na terça-feira, 6 de abril, meu filho, administrador de empresa, Yuri Marcelo, foi me pegar, junto com minha esposa que poderia também desenvolver a doença, o que, graças a Deus, não aconteceu.

Chegando em João Pessoa, fiquei isolado e em repouso sem sentir absolutamente nada. Parecia até que iria sair ileso da situação.

No décimo segundo dia, começou a me faltar ar.

Fomos até uma clínica onde fizemos uma tomografia que já acusava 25% de comprometimento do pulmão.

E aí começou o problema.

No próximo capítulo, descreverei a evolução da doença até o milagre da vida.