Após desabafo do médico e ex prefeito de Patos, Dinaldinho Wanderley em rede social, sobre sua desistência da vida política, o jornalista Luiz Gonzaga Lima de Morais fez seu comentário no blog Revista da Semana. Veja:




Nossa opinião

Com o avanço da tecnologia a fiscalização se tornou muito mais eficaz e os abusos na utilização dos dinheiros públicos ficaram muito mais fáceis de serem pilhados. Isto vai obrigar os gestores a ter muito mais cuidado com o ato de administrar. E principalmente ter muito mais cuidado na hora de escolher os seus auxiliares. Escolher secretários e comissionados ter quem deixar de ser uma forma de atender aos interesses politicos e de familiares e  “puxa-sacos” para voltar a ser o ato de escolher auxiliares capacitados e de honestidade a toda prova.  Nós tivemos dois exemplos recentes de prefeitos que foram traídos por pessoas das suas equipes, que os induziram a praticar erros administrativos que terminaram lhe custando caro: Francisca Motta e Dinaldinho. Francisca tem condições de voltar ao exercício de uma mandato parlamentar pois sua idoneidade política não foi afetada pelo afastamento. Dinaldinho desiste em boa hora de pretensões políticas para continuar a sua realização pessoal como profissional da Medicina. Muita gente diz que é melhor ser amigo do rei do que ser o rei, pois, no fim, o rei é quem paga a conta.  É o que tem acontecido com muitos gestores. Eles têm contas reprovadas ou são afastados dos mandatos, enquanto os amigos se locupletam no exercício de cargos e saem livres e soltos. Façam uma verificação entre os que participaram de administrações públicas na região e verão que há mais secretários e comissionados que melhoram de condição de financeira do que os próprios prefeitos a que serviram. E até gente que apenas frequentava secretarias e tesourarias fazendo “lobby” ou intermediando o pagamento de dívidas públicas. Não queremos dizer que todos os prefeitos sejam santos e os auxiliares em que são desonestos. O problema é que que há prefeitos expertos e prefeitos que confiam nos outros. Ainda bem que a tendência é esta farra se acabar. Afinal, propinas e manobras escusas estão sendo desmascaradas no Brasil inteiro. (LGLM)