Aparentemente os números da COVID estão melhorando em Patos. Pelas últimas estatísticas o número de infectados estaria diminuindo. Pelo último boletim, de 07/07/2021, o número de positivados nos testes realizados pelo Centro COVID está em torno de 10% dos testados. Vale ressaltar que estes números refletem os testes realizados com pessoas com sintomas, diferente dos testes voluntários que estão sendo realizados nos bairros, onde há positivação de cerca de 20% dos testados. O que isto representa? Que apenas cinquenta por cento dos positivados estão apresentando sintomas. Estes assintomáticos é que são o perigo. 


Como não sabem que estão infectados eles representam maior perigo ainda para o resto da população. E ao mesmo tempo justifica que todos continuem a seguir as medidas sanitárias recomendadas pelas autoridades. Evitar aglomeração, usar máscaras, fazer a desinfeção constante e principalmente, tomar a vacina, assim que for possível. 
Queremos destacar aqui um reforço que a Secretaria de Saúde do município tem recebido nos últimos dias da ong Médicos Sem Fronteira que tem colaborado naquilo que era um trabalho dos mais importantes e que devia estar sendo feito em todo o Brasil há muito tempo, se o Governo Federal estivesse interessado em dedicar à pandemia o interesse que ela merecia. Com uma testagem massiva da população a pandemia teria tido um enfrentamento muito mais ágil e sério. Os Médicos sem Fronteiras estão colaborando agora, na parte essencial da testagem. Não aquela essencial desde o início para saber quantos estavam infectados, mas aquela que se tornou urgente agora, para saber quem deve ter prioridade no tratamento. Testar os sintomáticos para lhes oferecer um tratamento agora mais urgente. É o que eles estão fazendo, num trabalho que vem confirmar o trabalho realizado pelo Centro COVID. Entre os que apresentam algum sintoma parecido, dez por cento estão realmente infectados pela COVID. Isto permite agilizar o tratamento.
Os números de infectados mostrados pelo Boletim estão tendo correspondência na movimentação nos hospitais. A UPA há vinte dias estão com menos de dez dos seus quatorze leitos ocupados. O Hospital Infantil, desde o início do mês zerou a sua ocupação de leitos de enfermaria e UTI. Enquanto isso, a UTI do Hospital Regional nos últimos dez dias vem reduzindo a ocupação dos seus 32 leitos, estando ontem (07/07) com apenas 22 deles ocupados. Já nos leitos de enfermaria tem a ocupação caído ainda mais, a ponto de. nesta quarta-feira, apenas 10 dos 32 leitos estarem ocupados. Vale ressaltar que os leitos do Hospital, principalmente os de UTI, funcionam como reserva para os outros municípios da região.
Outro número a refletir a melhora na COVID é o número de isolados. Embora tenha havido uma queda repentina desses números, quando em menos de vinte dias caiu de 1282 para 341, dando a impressão de que não estava havendo um acompanhamento desses números com uma atualização diária e, como tinham começado a chamar a atenção, haviam resolvido atualizá-los. Nos últimos oito dias estes números ficaram mais consistentes. Antes, provavelmente não atualizados, mostravam uma infecção galopante. A correção dessa parte da estatística parece refletir o trabalho do novo secretário agora efetivado. E esperamos que seja também o resultado de um acompanhamento dos doentes isolados que parece não parecia existir. E que esperamos não estejam sendo acompanhados apenas na estatística, mas que haja também um acompanhamento médico e que este seja extensivo aos recuperados. 
Com relação aos novos números da COVID a nível de Patos, é importante ressaltar que o progresso da vacinação em todo o Estado é, em grande parte, responsável pela redução da infecção e, consequentemente, pelas o menor número de mortes. A grande prova disso é o que está acontecendo entre os idosos, faixa etária, majoritariamente vacinada. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, a morte de idosos mortos pela COVID caiu cerca de 50% desde o término da fase de vacinação massiva dos idosos. Isto demonstra a importância da vacina e que ninguém, podendo, deve deixar de se vacinar. Inclusive derruba a implicância de alguns setores militares e de desinformados contra a vacinação a ponto de cerca de 500 militares e agentes de segurança terem se recusado a se vacinar. O que acreditamos deve ser castigado legalmente pelo mau exemplo que eles estão dando além do risco que provocam na vida alheia, pelo contato constante com a população. 
Outro detalhe, que deveria chamar a atenção para aqueles que estão escolhendo qual das vacinas tomar. A maioria dos idosos na Paraíba foi vacinada com a Coronavac, o que demonstra a eficiência da vacina, apesar de campanhas maldosas de desinformação sobre a eficácia dessa vacina. E já tivemos casos de pessoas que, apesar de estarem em grupos que já podiam ter sido vacinadas, terem adiado a vacinação esperando outra marca delas e terminaram contraindo a COVID e terem passado sufoco com a internação, quando não aconteceu o pior. 
E chamamos a atenção para um outro detalhe que muita gente esquece. Nenhuma vacina garante imunidade total, deste modo, mesmo as melhores só garantem em torno de 90% de imunidade deixando uma brecha de 10% para a infecção. O que obriga a que continuemos a seguir todas as medidas sanitárias recomendadas mesmo que tenhamos tomado todas as doses necessárias das vacinas. 
Conclusão. Os números da COVID estão melhorando, mas isto não é motivo para abandonarmos os cuidados com a pandemia. Isto é uma roleta russa. Não queira ser uma vítima, mesmo que tenha apenas um por cento de chance de ser infectado. Antes a COVID matava mais os idosos. Agora está matando indiscriminadamente gente de todas as idades. 
Quero registrar aqui a atenção do Secretário Leônidas Dias, a quem não conheço pessoalmente, em atender um “zap” nosso e repassar algumas informações esclarecedoras de que carecíamos para elaborar a matéria.

Por Luiz Gonzaga Lima de Morais no blog Revista da Semana