Foram usados vários pneus para queimar estátua do bandeirante
GABRIEL SCHLICKMANN/ISHOOT/ESTADÃO CONTEÚDO


Homem afirmou em depoimento que foi contratado para transportar objetos que foram queimados depois

O homem preso por suspeita de envolvimento no incêndio da estátua do bandeirante Borba Gato, na zona sul de São Paulo, afirmou à Polícia Civil que apenas foi contratado para levar os pneus que posteriormente foram queimados junto ao monumento, no sábado (24).

Thiago Vieira Zem, de 35 anos, foi detido pelos policiais em casa, na cidade de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo.

Ele relatou que trabalha com entregas e recebeu uma ligação de um cliente não identificado, por volta das 11h30 de ontem.

Como estava no extremo da zona leste e o serviço seria na zona sul, ele acordou com a pessoa o valor de R$ 500.

Ao chegar em uma rua, cujo nome não foi informado, Thiago encontrou o contratante do frete e outro homem. Ele o aguardava em frente a um terreno baldio, onde estavam aproximadamente 220 pneus.

O grupo adulterou com fita isolante a placa do veículo e o telefone que consta ao lado do baú para tentar dificultar a identificação.

Após carregarem os pneus, os três seguiram para a estátua de Borba Gato, na avenida Adolfo Pinheiro, em Santo Amaro. No caminho, eles revelaram ao motorista que estavam indo a um protesto.

Quando chegaram no local do protesto, outros manifestantes já os esperavam. Após descarregarem o caminhão, Thiago saiu do local e retirou a fita isolante.

Imagens de uma câmera de segurança obtidas pela Agência Record mostram que, por volta das 13h30, um grupo de mais de 20 pessoas identificadas como integrantes do movimento Revolução Periférica participou na ação.

A Polícia Civil registrou o caso como incêndio e dano qualificado. A adulteração da placa também foi apontada como crime.

Os investigadores ainda tentam localizar os contratantes dos serviços de Thiago Zem.


Com informações de R7