Faleceu na manhã desde sábado (14) o empresário e médico Carlos Alberto de Oliveira Andrade, conhecido como o fundador e presidente do Grupo Caoa. 

O paraibano de 77 anos vinha lutando contra um câncer e morreu enquanto dormia. 

Ficou famoso por se tornar o maior revendedor da Ford no Brasil e ser o representante oficial da Hyundai durante anos. Recentemente, comprou o controle da Chery, rebatizando a marca como Caoa Chery.


É com profundo pesar que informamos o falecimento de nosso fundador e presidente do conselho, Dr Carlos Alberto de Oliveira Andrade, na manha de hoje.

Dr Carlos estava com a saúde debilitada por conta de um tratamento de saúde e faleceu durante o sono ao lado de sua esposa e filhos.

A empresa,  de acordo com o plano de sucessão e governança, continua a ser gerida por seus atuais executivos, que lamentam o falecimento de seu fundador e se solidarizam com a família neste momento.

Dr Carlos foi médico e um empreendedor magistral, tendo atraído importantes marcas para o portfólio da CAOA, como a Ford, a Hyundai, a Caoa Chery e a Subaru, tendo se tornado um ícone para a Indústria Automobilística Brasileira.

O velório será hoje no Cemitério do Morumbi a partir das 14:30, seguido do sepultamento às 17:30.

Chamado carinhosamente por todos como “doutor”, mesmo que tenha parado de praticar medicina há anos, Andrade entrou no mercado automotivo quando comprou uma concessionária da Ford em Campina Grande (PB) após adquirir um Landau em 1979. Logo mostrou-se um empreendedor nato, pois aceitava qualquer coisa para fechar negócio, como pagamento em terrenos, tijolos ou cabeças de gado. Essa fama ajudou a expandir a rede, primeiro em Recife, depois em São Paulo e o resto do país – até hoje, ainda tem a maior quantidade de concessionárias da Ford no Brasil.

Após investir também um pouco na Renault e na Subaru, fez o acordo que aumentaria ainda mais a força do Grupo Caoa no país: tornou-se parceiro da Hyundai em 1999, representando a marca oficialmente no Brasil. A ideia deu certo, pois a Hyundai alcançou a liderança dos carros importados em 2001 por conta do bom momento do Tucson, o que levou à decisão de erguer uma fábrica em Anápolis para montar os carros da fabricante sul-coreana.

Foi durante essa época que a Hyundai passou a ter mais força no Brasil, com a chegada de modelos como Azera, i30, ix35, Santa Fe e Veloster. O sucesso que Andrade teve como representante da marca fez com que a matriz decidisse investir por conta própria, erguendo o complexo em Piracicaba (SP) para introduzir a linha do HB20.

Em 2017, o empresário fez outra aposta, desta vez pagando US$ 60 milhões para adquirir o controle da marca Chery no Brasil, revitalizando a fabricante chinesa e alterando o nome usado no país para Caoa Chery. Apesar de ter se afastado do comando do Grupo Caoa em 2013 e da presidência do conselho em 2017, continuava acompanhando tudo de perto.

Teve seus momentos polêmicos, como a acusação de corrupção como parte da operação Zelotes, que investigou a compra de medidas provisórias que beneficiariam empresas instaladas na região Centro-Oeste do Brasil. Após quatro anos de investigações e brigas judiciais, o Superior Tribunal de Justiça inocentou o Grupo Caoa em março deste ano. Outro embate foi com a Hyundai, que não quis renovar o contrato para poder assumir de vez o comando da marca no Brasil. O caso foi levado para um tribunal internacional, que deu ganho de causa para a Caoa, já que o contrato anterior determinava a renovação automática dos direitos por mais 10 anos.



Com informações de Motor 1