Um dos maiores dramaturgos brasileiros, Paulo José é considerado uma referência no teatro do Brasil. O ator, de 84 anos, morreu por complicações de pneumonia. Mas, desde 1993, foi diagnosticado com ‘Mal de Parkinson’. 

Segundo o Dr. Marcelo Valadares, neurocirurgião do hospital Albert Einstein, “a doença de Parkinson tem como base a morte de neurônios que produzem dopamina. Portanto, o tratamento se baseia em medicamentos que visam repor substâncias similares à dopamina produzida no corpo de forma contínua. Ainda é fundamental a reabilitação, com fisioterapia e, eventualmente, a fonoterapia”.

“Além disso, o Parkinson pode debilitar de maneira significativa alguns pacientes, causando dificuldades importantes para locomoção e alimentação. Ela por si só, pode levar a alterações na pressão arterial, perda de olfato, transpiração excessiva, alterações de memória e alucinações. Devemos lembrar ainda que normalmente o Parkinson acomete idosos acima de 60 anos, que já são pessoas vulneráveis. Ou seja, pacientes idosos com o mal podem ser vítimas de pneumonias, por exemplo”


“Não se pode deixar de lado que o fator “idade” contribui para a progressão do quadro da doença. “Existem diferenças em relação à evolução do Parkinson em pacientes jovens e pacientes idosos. Os mais novos, às vezes, podem ter quadros que pioram mais rápido. Enquanto os  idosos apresentam outros problemas de saúde que podem levar a tratamentos mais rigorosos com altos riscos”, explica o especialista.

O neurocirurgião diz que a doença de Parkinson evolui com o tempo, entretanto, atualmente, já se fala bastante sobre alguns tratamentos que podem tornar essa progressão mais lenta. Porém, nem todos os pacientes apresentam os mesmos sintomas. Alguns podem ter apenas um tremor leve, outros um pouco de rigidez no corpo, enquanto uma minoria pode apresentar alterações de comportamento e de memória, por exemplo.

De acordo com o site Famosos e Celebridades, Paulo José nasceu em Lavras do Sul, no Rio Grande do Sul, em 20 de março de 1937. Ele teve o primeiro contato com o teatro aos 10 anos, na escola em Bagé. Mudou-se com a família para Porto Alegre e prestou vestibular para Medicina e, na sequência, Arquitetura, no entanto, já deu início à carreira no teatro amador.

Paulo deixa a esposa e quatro filhos: Ana, Bel e Clara Kutner, fruto do seu relacionamento com a atriz Dina Sfat, além de Paulo Henrique Caruso.

Fonte: Dr. Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do hospital Albert Einstein. Com Saúde em Dia