O torcedor brasileiro viveu uma madrugada épica, dourada, no penúltimo dia de competições na Olimpíada de Tóquio. Pouco depois da meia-noite, já neste sábado (manhã no Japão), dia 7, Isaquias Queiroz confirmou o favoritismo e conquistou a medalha de ouro na categoria C1 1.000m da canoagem de velocidade. Engasgado pelo quarto lugar no C2 1.000m, ao lado de Jacky Godmann, o brasileiro tinha o lugar mais alto como obsessão na sua segunda prova em Tóquio.

Após início disputado com Hao Lin, da China, Isaquias aumentou o ritmo na reta final e abriu distância considerável para o adversário, que teve de se contentar com a prata. O brasileiro cruzou a linha de chegada com folga, em 4min04s408. O bronze ficou com Serghei Tarnovschi, da Moldávia.


Em outro grande momento da madrugada, Hebert Conceição conquistou uma das medalhas mais emocionantes do Brasil na capital japonesa. Disputando a final dos pesos médios (até 75 quilos), o brasileiro tinha pela frente o ucraniano Oleksabdr Khyzhniak, um dos favoritos ao título olímpico. Após início díficil, com os juízes dando os dois primeiros rounds para o pugilista da Ucrânia, Hebert acertou um belíssimo cruzado de esquerda, deixando o adversário no chão e faturando o ouro por nocaute técnico.

O boxe brasileiro ainda pode repetir a dose antes do encerramento dos Jogos. Beatriz Ferreira disputa a final dos leves (até 60 kg) com a irlandesa Kellie Harrington neste domingo, dia 8, a partir das 2 horas (horário de Brasília).

Quem fracassou foi o time de vôlei. A seleção brasileira masculina de vôlei destoou e perdeu a disputa pela medalha de bronze, encerrando sua participação em Tóquio com uma derrota para a Argentina por 3 sets a 2 (parciais 25/23, 20/25, 20/25, 25/17 e 15/13). E sem nada.

Parecendo ainda estar atordoada pelo revés contra o Comitê Olímpico Russo (ROC), que acabou com o sonho do bicampeonato olímpico, a equipe de Renan Dal Zotto não teve a mesma vibração e garra do time adversário, que comemorou muito o terceiro lugar após o ponto decisivo. A campanha do Brasil no Japão foi a pior desde os Jogos de Sydney, em 2000, quando a seleção terminou na sexta colocação, justamente após ser eliminada pelos argentinos nas quartas.

Confira outros destaques da madrugada olímpica

Saltos ornamentais
O Brasil não levou nenhuma medalha nos saltos ornamentais, mas nem por isso deixou de fazer história em Tóquio. Kawan Figueiredo se tornou o primeiro brasileiro a disputar uma final olímpica da modalidade. O atleta de 19 anos já havia surpreendido ao se classificar para a semifinal da plataforma de 10m, voltou a fazer bonito e figurou entre os finalistas. Ele terminou sua participação na 10ª posição, somando 393.85 pontos.

O pódio contou com dobradinha da China, uma das principais potências da categoria. Cao Yuan faturou o ouro, com 582.35, e Yang Jian ficou com a prata, com 580.4. O bronze, com 548.25 pontos, foi para o britânico Tom Daley, que fez sucesso ao ser flagrado tricotando nas arquibancadas de Tóquio.

Basquete
Para a surpresa de ninguém, a seleção americana de basquete derrotou a França e conquistou sua quarta medalha de ouro seguida, a 16ª em Jogos Olímpicos. O Dream Team bateu a França, que até tentou, mas foi superada por 87 a 82. Estrela do Brooklyn Nets, Kevin Durant foi o cestinha do jogo, marcando 29 pontos.

Apesar da hegemonia, o primeiro lugar em Tóquio tem um gosto especial. Durante a preparação para a Olimpíada, a equipe sofreu com pedidos de dispensas de seus principais astros, como LeBron James e Stephen Curry, além de desfalques por causa da covid-19 e jogadores se apresentando para jogar na véspera da estreia.

Ginástica Rítmica
A equipe brasileira de ginástica rítmica não conseguiu avançar à final e deu adeus às chances de pódio nesta madrugada. O quinteto formado por Maria Eduarda Arakaki, Deborah Medrado, Nicole Pircio, Geovanna Santos e Beatriz Silva terminou a fase classificatória na 12ª colocação entre 14 equipes, marcando 73,250 pontos. Somente os oito times mais bem colocados avançaram à final. A última equipe classificada foi a de Belarus, com 79,650.

Com uma expressiva pontuação de 91,800, a Bulgária liderou a classificação, seguido do Comitê Olímpico Russo (ROC), com 89,050 e Itália, que marcou 87,150.


Com informações do Estadão Conteúdo