Cenas cada vez mais tristes e angustiantes vão surgindo à medida que avança a caótica situação de milhares de pessoas buscando fugir a qualquer custo do Afeganistão após a tomada do país pelo grupo extremista Talibã.

Como vimos no domingo, 15 de agosto, cenas já mostravam centenas de pessoas tentando embarcar durante a noite em aviões comerciais que partiriam do aeroporto de Cabul.

Agora, à medida que a situação avança, a chegada de grandes aviões militares de diversas nacionalidades para evacuações de cidadãos de embaixadas começa a protagonizar mais cenas inacreditáveis.


Primeiro, um vídeo mostrou centenas de pessoas correndo ao redor de um Boeing C-17 Globemaster da Força Aérea dos Estados Unidos enquanto o enorme jato taxiava pelo aeroporto:




Depois, as cenas que já pareciam bastante impressionantes no vídeo acima e denotavam um risco iminente de algo ruim acontecer, de fato se tornaram algo ruim.

Outra gravação mostrando o C-17 decolando, com centenas ao redor da pista, mostra que ao menos duas pessoas haviam se agarrado ao trem de pouso da aeronave e infelizmente vieram a cair de uma grande altura à medida que o avião começava a subida: 



Segundo a Reuters, cinco pessoas morreram no caos no aeroporto de Cabul nesta segunda-feira, disseram testemunhas, enquanto as tropas dos EUA cuidavam da evacuação de funcionários da embaixada um dia depois que o Talibã tomou a capital afegã e declarou que a guerra havia acabado e a paz prevalecia.


Não ficou claro como as vítimas morreram. Uma autoridade dos EUA disse que as tropas atiraram apenas para o ar, para dissuadir as pessoas que tentavam entrar à força no voo militar que deveria tirar diplomatas dos EUA e funcionários da embaixada da cidade destruída.


Grande parte dos que tentam fugir são pessoas que não concordam com a ideologia do Talibã e com a formação do emirado islâmico, bem como há outros buscando a fuga como forma de fugir da “justiça” dos extremistas, após terem apoiado o atual governo ou a presença dos Estados Unidos no país. 



Com informações de Reuters via Aeroin