© Sérgio Lima/Poder360 e 22.mar.2017 Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal) conversaram antes da divulgação da “declaração à nação” do chefe do Executivo nesta 5ª feira (9.set.2021). A ligação foi intermediada pelo ex-presidente Michel Temer, que foi recebido nesta tarde por Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Moraes foi indicado para o Supremo por Temer em 2017. O Poder360 apurou que o ex-presidente auxiliou na elaboração do texto divulgado por Bolsonaro. Na nota, o chefe do Planalto baixou o tom e deu sinal de pacificação ao dizer que resolverá as “divergências com Moraes por meio de medidas judiciais“.


Moraes foi alvo de ataques de Bolsonaro durante atos do 7 de Setembro. Na data, Bolsonaro afirmou que não iria cumprir decisões do magistrado, a quem se referiu como “canalha”. O ministro, contudo, já havia sido criticado diversas vezes pelo presidente por suas decisões em relação ao inquérito das fake news, do qual é relator.

Bolsonaro é um dos investigados no inquérito. Em 20 de agosto, o presidente apresentou ao Senado pedido de impeachment de Moraes, mas a solicitação foi recusada pelo senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente da Casa.

“Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de ‘esticar a corda’, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia”, disse Bolsonaro em nota.

O presidente afirmou que suas palavras “por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum”.

“Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal”, declarou.

Com informações do Poder 360