Na manhã desta terça-feira, dia 28, o Governo do Estado da Paraíba disponibilizou os contracheques dos servidores públicos. Bastou ter acesso ao documento para que dezenas de profissionais de saúde demitidos, e que estiveram na linha de frente da Covid 19 em vários hospitais, fossem pegos de surpresa com descontos nos seus vencimentos.


Os descontos chegaram até R$ 1.500,00 e gerou revolta imediata. Os servidores relatam que não se tem nenhuma explicação, pois trabalharam o mês completo e cumpriram todas as obrigações legais na linha de frente da Covid 19. 

Em Patos, profissionais demitidos do Hospital Regional e do Hospital Infantil Noaldo Leite estão buscando respostas para os descontos altos e, até agora, não se tem nenhuma explicação para saber o que houve ou uma justificativa plausível.

Publicidade

Delani Cunha, técnica de enfermagem, que esteve na linha de frente da Covid 19 no Hospital Regional de Patos, relatou que já estava existindo uma revolta diante da forma que demitidos, ou seja, demitidos bruscamente, sem comunicado e retirados da escala de serviços sem ao menos um comunicado. Com esse desconto no contracheque, a revolta foi ainda maior.

Profissionais de saúde que esperavam receber uma média de dois salários mínimos por ter trabalhado o mês, acabaram tendo no contracheque menos de um salário. Alguns fizeram planos e tem despesas programadas, mas ficaram sem saber o que fazer.

A reportagem fez contato com Liliane Sena, gerente da 6ª Gerência Regional de Saúde (6ª GRS), para buscar informações sobre o que teria acontecido. Liliane relatou que buscaria informações junto da Secretaria de Estado da Saúde. Até o fechamento desta edição, a diretora não havia feito comunicação com a redação.






Jozivan Antero – Polêmica Patos