Duas garrafas de Romanée-Conti 1945, por um milhão de dólares! Em 13 de outubro de 2018 duas garrafas de Borgonha, vendidas da adega pessoal de Robert Drouhin, patriarca da Maison Joseph Drouhin, foram a leilão na Sotheby’s. A primeira garrafa de Romanée-Conti de 1945, também conhecida por DRC, foi vendida e superou mais de 17 vezes sua estimativa original de US$ 32.000.


A garrafa de 73 anos se tornou a garrafa de vinho mais cara do mundo, alcançando US$ 558.000 em um leilão, o equivalente a R$2.826.000 no dia em que esta matéria foi escrita. Momentos mais tarde, outra garrafa do mesmo rótulo e safra arrematou US$496.000. Juntas, acumularam ganhos superiores a um milhão de dólares.


Enquanto ricos compradores chineses de vinho aumentaram os preços de Bordeaux no início dos anos 2000, eles rapidamente migraram para os vinhos da Borgonha, que tem uma produção muito mais escassa. Domaine de la Romanée-Conti liderou o Relatório Anual do Mercado de Vinhos da Sotheby’s, que analisa o desempenho de vendas e preços, como um dos principais produtores desde 2013.

As garrafas quebraram o recorde anterior da garrafa de vinho mais cara já vendida. Uma garrafa de 3 litros, de Mouton-Rothschild do ano de 1945 havia sido vendida na Sotheby’s em 2007 por US$311.000. Além do leilão do DRC ter alcançado um ganho significativo no valor final do arremate, vale apontar que a garrafa de Mouton leiloada tinha 4 vezes o volume de vinho de uma garrafa padrão.

A demanda pelos melhores vinhos franceses envelhecidos e raros, especialmente a Borgonha, está sendo amplamente impulsionada pela China. Logo após ao evento, Jamie Ritchie, diretor mundial da Sotheby’s Wine, declarou que “o novo recorde mundial estabelecido de vinho mais caro vendido hoje, é mais uma prova de que a demanda por vinhos de qualidade excepcional está em alta, e que os colecionadores globais estão dispostos a ir além para adquirir as garrafas mais raras de qualquer tipo”

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Os Colecionáveis Romanée-Conti

Romanée-Conti se tornou o rei dos vinhos colecionáveis, e 1945 é considerada sua safra mais cobiçada. Neste ano, Romanée-Conti produziu apenas 600 garrafas. O ano de 45, que também marcou o final da Segunda Grande Guerra, foi especial por vários outros motivos. O limitadíssimo número de garrafas produzidas, decorreu do fato que seus vinhedos foram fortemente afetados pela geada e pelo granizo. Também foi um ano quente, o que necessitou um trabalho adicional para produzir vinhos de alta qualidade. Além disso, estas vinhas de precediam o final do século XIX precisaram ser substituídas e suas parreiras em pé franco, foram todas arrancadas após a colheita de 1945.

A Sotheby’s descreveu a safra de 1945 como “concentrada e exótica, com poder aparentemente eterno – um vinho em paz consigo mesmo”. Somando-se ao valor do liquido nas garrafas vendidas, também existia o fato que elas mesmas estavam na propriedade ou “procedência” de Robert Drouhin, uma lenda no mundo do vinho e patriarca da Maison Joseph Drouhin. Drouhin originalmente havia comprado as garrafas diretamente de Romanée Conti. Em um mundo que foi abalado por inúmeros casos recentes de vinhos falsificados, esta “proveniência pura”, assim como foi chamado pela Sotheby’s, também gera um valor comercial muito grande.


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Com informações de Onivino