Canal do YouTube da JFPB contou com mais de 3,2 mil visualizações nos três dias de julgamento

A Justiça Federal na Paraíba (JFPB) realizou, de quarta (22) até a tarde desta sexta-feira(24), no edifício-sede, em João Pessoa, o 1º júri popular deste ano. A juíza federal Cristiane Mendonça Lage, da 16ª Vara Federal, presidiu o julgamento que teve como denunciado um policial rodoviário federal, acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) por crime de homicídio. O Tribunal do Júri foi o primeiro a ser transmitido ao vivo pelo canal do Youtube da JFPB e contou com mais de 3,2 mil visualizações, totalizando 27 horas de julgamento.


Participaram da sessão os procuradores da república Rodolfo Alves Silva e Alfredo Carlos Gonzaga Falcão Júnior; e dos advogados do denunciado: Félix Araújo Filho, Fernando Albuquerque Douettes Araújo, Valter José Campos, e Kelven Rawly Claudino de Araújo. O técnico judiciário Emmanoel Rocha Carvalho Filho e os oficiais de justiça Adauto José Dias Palitot, Cláudia Maria de Medeiros Travassos, Rodrigo Farias de Moura Rezende e Walkiria Alves Freire Morais também integraram os trabalhos.

Na sessão do Tribunal de Júri, o Conselho de Sentença (integrado por sete cidadãos sorteados) decidiu pela absolvição do denunciado 

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Entenda o caso:

Os eventos ocorreram numa barreira da Polícia Rodoviária Federal, em 2006, quando a vítima, suspeita de ser dono de carga de combustível sem documentação fiscal, não teria atendido à ordem de parada. 

O policial acusado, ao perceber a aproximação do veículo VW - Polo, fez sinal de parada, erguendo a mão direita, havendo a vítima diminuído a velocidade; porém, logo em seguida, a vítima acelerou o carro em direção à barreira policial, o que levou o acusado a deflagrar um tiro de advertência ao alto.

O carro da vítima não parou e furou o bloqueio. Percebendo que o automóvel VW - Polo vinha em sua direção e para não ser atropelado, o denunciado deslocou-se de sua posição inicial à frente da viatura, para a lateral (lado do motorista), postando-se encostado no para-lama dianteiro, oportunidade em que desferiu o tiro que vitimou o motorista.

Os jurados decidiram pela absolvição do acusado por entender que o tiro decorreu de ato reflexo durante a esquiva do policial para não ser atropelado, sem intenção de atingir a vítima.


Por: Seção de Comunicação Social da JFPB