Sinônimo de luxo para entusiastas de viagens, a Emirates volta a operar neste domingo, 31, o Airbus A380, o maior avião do mundo, na rota Dubai-São Paulo com voos diários. Com configuração de 516 assentos, a aérea vai ofertar as classes econômica, executiva e primeira classe. 

O diretor-geral da Emirates no Brasil, Stephane Perard, garante que o setor se adaptou ao novo cenário global e que o momento é propício para o retorno das viagens. "Nunca foi tão barato viajar de Emirates", afirmou o executivo em entrevista ao Estadão/Broadcast.


Esta será a primeira vez que a aeronave A380 da Emirates estará em São Paulo desde março de 2020, quando os voos de passageiros foram suspensos devido à pandemia.

Perard admite que a companhia aérea é voltada para clientes de maior poder aquisitivo, mas ressalta que os serviços oferecidos têm um bom custo-benefício. Segundo o executivo, a partir de US$ 799, incluindo taxas, é possível viajar de São Paulo a Dubai na classe econômica, com conforto, maior tela de entretenimento do setor, viagem silenciosa, cardápio de refeições quentes e bebidas alcoólicas.

Outro diferencial, em contexto de pandemia, é a oferta de testagem do tipo PCR de covid-19 na origem e no destino para voos que partem do Brasil e têm Dubai como destino final, incluídos na tarifa.

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Para incentivar as viagens, a companhia garante uma série de medidas de saúde e segurança, além da alteração das datas da viagem ou extensão da validade da passagem por até três anos. A aérea destaca também ter prorrogado sua cobertura de seguro para múltiplos riscos.

"Viajar faz parte do DNA do brasileiro, estamos vendo que esta crise ajudou a consolidar Dubai como uma opção interessante de lazer, onde foram feitos investimentos muito grandes para o gerenciamento da pandemia", diz o executivo.

© Emirates/Divulgação Classe econômica premium no A380 da Emirates: passagem de São Paulo para Dubai custa a partir de US$ 799.

Segundo ele, a conversão de buscas em viagens está crescendo, com a demanda reprimida dos últimos dois anos. "O brasileiro está mais confiante, apesar da volatilidade do câmbio. Se considerarmos a tarifa em dólares, nunca foi tão barato viajar, os preços das passagens caíram de maneira geral."

Em sua avaliação, a volta do A380 é uma aposta na tendência de retomada do mercado. "Dentro de uma estratégia de viabilidade econômica, estamos a caminho de um grande sucesso. Oferta cria demanda, esse avião vai voltar a atingir sua capacidade."

Lazer x corporativo

Perard conta que, antes da pandemia, a demanda da Emirates era basicamente 65% de lazer, com destinos como Maldivas e Tailândia. No corporativo, os principais destinos eram Xangai (China), Tóquio (Japão) e Seul (Coreia do Sul).

"A demanda corporativa representava 35% do nosso volume total, hoje é mínima e difícil de rastrear. Embora a China esteja aberta, há restrições rígidas, poucos brasileiros procuram o país asiático neste momento, é um processo de retomada."

Ele explica que a covid-19 trouxe muitas restrições de fronteira, limitando as oportunidades e trazendo um grande impacto econômico. O executivo lembra que muitos descobriram o uso das tecnologias e acharam alternativas para manter os negócios à distância.

"Acreditamos, porém, que o corporativo vai voltar gradativamente. Embora a tecnologia seja relevante, não vai substituir o contato entre as pessoas", opina. "A vacina ajuda a criar segurança e estimamos que em julho de 2022 devemos estar em um nível próximo ao pré-crise."

© Emirates/Divulgação Cabines da primeira classe no A380 da Emirates.

Mimos

Os clientes da primeira classe do A380 da Emirates têm acesso a suítes fechadas e equipadas com frigobar e mesa de trabalho, com refeições à la carte com pratos diversos a qualquer momento do voo. A aeronave também oferece na primeira classe e na executiva um lounge exclusivo no andar superior.

Em quase todas as rotas, é oferecido aos clientes da primeira classe e da executiva o serviço de motorista particular no traslado de e para o aeroporto, em uma parceria com a Mercedes-Benz.

"Nossa classe econômica já é uma 'econômica premium'. No caso do voo São Paulo-Dubai, de quase 15 horas, a viagem é longa e sempre vimos muita procura na executiva. No A380, a classe executiva é uma experiência totalmente inédita."


Reportagem de Juliana Estigarríbia para Estadão Broadcast.


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