O tão esperado jogo da final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, realizado neste sábado em Montevidéu, deixou “entupido” o pequeno país ao sul do Brasil.


Segundo a Corporación América, concessionária dos dois aeroportos internacionais no Uruguai, não teve mais slots disponíveis no terminal da capital Montevidéu nos dias do evento, enquanto o Aeroporto de Punta del Este não tem mais capacidade no pátio para acomodar aeronaves.

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Estima-se que apenas do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, decolem mais de 50 voos fretados no dia do evento, resultando em forte congestionamento neste movimentado corredor aéreo internacional.


A brasileira Flapper, especializada em táxi aéreo internacional, registrou um número recorde de voos para Montevidéu e Punta del Este. A companhia, que vai coordenou mais de 20 voos para torcedores e VIPs, agora se voltou para os translados de helicóptero ligando Buenos Aires ao Uruguai. 

Sem espaço para jatos particulares em ambos os aeroportos, os voos de helicóptero acabaram sendo a única opção viável para os clientes que podem fazer uso do serviço.


A alta demanda resultou em preços extraorbitais de acomodação. O preço médio de uma noite para 2 pessoas na área metropolitana de Montevidéu, entre os dias 27 e 28, era de R$ 7760,00 na sexta-feira, 26 de novembro, e mesmo assim não havia disponibilidade de quartos de hotel no momento da pesquisa.



Segundo o El País, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) até pediu aos bares e restaurantes de Montevidéu que tenham muita cerveja e bem gelada, já que os brasileiros são grandes consumidores da bebida.


Paul Malicki, CEO da Flapper, argumenta: “Essa demanda sem precedentes só pode ser comparada com a última final de Libertadores em Lima, onde tivemos que desviar os aviões para outros aeroportos. 

Isso mostra não só a paixão dos brasileiros pelo futebol, mas também a importância de investimentos estratégicos em infraestrutura aeroportuária e turismo durante os principais eventos regionais.”


Com informações da Flapper para Aeroin e colaboração do piloto de aeronave, Pedro Jorge Souto Maior