Em curso no Vaticano, o exorcista advertiu que não é católico ir a um terreiro e que isso pode facilitar a aproximação do mal

Os perigos do sincretismo religioso foram o tema de uma palestra proferida pelo exorcista brasileiro monsenhor Rubens Miraglia Zani. Ele proferiu a palestra durante um curso de exorcismo e libertação que aconteceu no Vaticano.

O exorcista, pertencente à diocese de Bauru, SP, abordou a realidade dos cultos afro-brasileiros e o exorcismo. Para ele, o sincretismo faz com que as pessoas achem “normal” ser católico e participar de tais cultos. Entretanto, esse comportamento, de acordo com o pároco, “facilita a aproximação do mal”.

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Sincretismo no Brasil

Segundo o monsenhor Zani, o sincretismo no Brasil é fruto de uma falha de catequese. E isso faz com que as pessoas acabem misturando o cristianismo com os cultos afro-brasileiros. Para ele, muitas pessoas têm dificuldade em compreender que “Nossa Senhora não é Iemanjá, que ir a um terreiro não é católico”.

O sacerdote alerta ainda que, nos cultos afro-brasileiros, “há uma mentalidade que cultua forças malignas como se fossem do bem”. E, para ele, a ideia do sincretismo deixa as pessoas cegas para essa aproximação com o mal e as faz pensar que “tudo isso é normal”. Mas, óbvio, não é!

Umbanda e exorcismo

Monsenhor Zani, que é delegado-coordenador da Secretaria Linguística Portuguesa da Associação Internacional dos Exorcistas e pároco da Paróquia Nossa Senhora do Líbano, da Eparquia Maronita do Brasil, em Bauru, contou o caso de uma criança que que passou por uma “consagração” à umbanda. Ela, depois, sofreu as consequências deste gesto dos pais. “Essa pessoa teve problemas gravíssimos que levou durante sua vida, perdeu vários empregos porque surtava e passava por vexações. Ela sofreu muito”, afirmou.

Por fim, o sacerdote explica que nem todas as pessoas que passaram pelo sincretismo, visitaram terreiros de umbanda ou participaram de outros tipos de culto precisam de exorcismo. Entretanto, segundo ele, “essas pessoas devem fazer uma renúncia formal e procurar a Confissão”.

Com informações de ACI Digital para Aleteia